Gilmar Mendes não pensa que impeachment seja golpe

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O processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff passará por uma inevitável judicialização, disse nesta terça-feira o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também rejeitou que o eventual impedimento da presidente represente uma ruptura institucional ou um golpe, como têm argumentado alguns governistas.

“Acho que vai haver sempre uma judicialização. Há muitas divisões, muitas incompreensões e tudo isso vai ser judicializado, só não sei se vão colher as respostas no Poder Judiciário… acho isso inevitável diante das decisões que vão ser tomadas certamente haverá recurso ao Supremo”, disse Mendes a jornalistas em evento da Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro.

“O crime de responsabilidade é uma responsabilidade político-administrativa, ou seja, descumpriu a lei orçamentária, abriu crédito sem autorização legal, fez as tais pedaladas, esse é o contexto que tem que ser analisado”, disse.

“Não me parece que estejamos vivendo um quadro de ruptura institucional”, disse Mendes. “O remédio do impeachment é excepcional, não pode ser tomado todos os dias, mas é constitucional para situações extremas”, acrescentou.

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