Joaquim Levy: “sempre se encontra um sucessor”

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Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou;

“O governo só fala do fiscal. Por quê? Eu não sei. Nunca entendi. Parece que tem medo de reforma, não quer nenhuma reforma”, protestou. Em menos de meia hora ele discorreu sobre o que considerou seus maiores avanços, como a retomada da credibilidade econômica. Disse ter conseguido evitar mais “pedaladas” e brincou, dizendo que agora o seu caminho “é de paz interior”.

E sobre a dificuldade de Dilma encontrar um nome para substituí-lo, foi sucinto. “Sempre se encontra um sucessor.” À pergunta mais direta: para onde o senhor vai agora, ele respondeu com o tom sarcástico que é uma de suas marcas: “Para o Hotel Brisas”.

 

“Deixa eu dizer uma coisa: o ano legislativo se encerrou. O governo conseguiu passar as primeiras peças. Infelizmente a 694 (medida provisória que reduz incentivos fiscais) não passou. Esta é minha maior fonte de preocupação. Porque infelizmente o governo não conseguiu reunir condições de passar medidas que eu reputo essenciais, medidas que têm duas características. Uma: representariam o ingresso de R$ 10 bilhões em receita. ”

“Nunca entendi porque o governo só fala de fiscal. Desde que entrei, até antes, sempre falei de um conjunto de reformas para mudar a economia. Se não mudar a economia, vamos continuar patinando. Então, tem um conjunto de reformas, mas o governo nunca falou dessas reformas. O governo só fala do fiscal. Por quê? Eu não sei. Nunca entendi. Parece que tem medo de reforma, não quer nenhuma reforma. A única que fez foi a de 85/95 (alteração nas regras da Previdência). A única reforma que fez foi acabar com o fator previdenciário.”

Leia a entrevista completa no ESTADÃO

 

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