Aos poucos, o amigo de Lula (Bumlai) entrega Lula

Pecuarista preso desde 24 de novembro afirma à PF que atendeu solicitação de Fernando Baiano para intermediar convite a ex-presidente para participar de evento no país africano.

O pecuarista, José Carlos Bumlai, conhecido por ser muito amigo de Lula ( com trânsito livre para entrar no Palácio do Planalto a qualquer hora), confirmou um depoimento feito pelo lobista Fernando Falcão Soares, (conhecido pelo nome de Fernando Baiano) um dos delatores da Operação Lava Jato.
Bumlai usou seu prestígio e amizade com o ex-presidente Lula para fazer lobby e interceder em um negócio envolvendo a Embaixada do Catar e uma empresa de vendas e fusões interessada na aquisição de usina de açúcar no Brasil.
Segundo o amigo de Lula, “O embaixador do Qatar desejava avisar o Governo Brasileiro desta intenção (de comprar uma usina de açúcar no Brasil), mas não estava conseguindo. O embaixador do Qatar desejava que Luís Inácio Lula da Silva conversasse sobre o tema com a Presidente Dilma Rousseff.”
Bumlai disse que atendendo a a um pedido de Fernando Baiano, intermediou um convite para Lula ir ao evento no país africano, em julho de 2011.
Segundo o lobista, a viagem ocorreu com a presença de ‘uma comitiva de empresários brasileiros’ da Queiroz Galvão, Odebrecht, Andrade Gutierrez e OAS. (empresas envolvidas na Lava Jato); Baiano disse que também participou deste seminário, mas viajou a partir de Zurique, na Suíça.
“Uma das coisas que mostrou a força de Bumlai foi que o general Baptista queria estar pessoalmente com Lula, para tratar da Vale do Rio Doce em negócios em Angola; que general Baptista tinha uma sociedade em uma mina de minério de ferro com a Vale do Rio Doce em Angola e ele queria uma maior atenção da empresa para o tema; que então Bumlai marcou para o presidente Lula receber o general Baptista na suíte dele, o que realmente ocorreu; QUE o general ficou impressionado com a relação de intimidade e amizade que existia entre Bumlai e Lula”, declarou Fernando Baiano.
Bumlai é o pivô do polêmico empréstimo de R$ 12 milhões concedido a ele pelo Banco Schahin, cujo destinatário final foi o PT, segundo confessou o pecuarista. Ele é acusado por corrupção e gestão fraudulenta.
Baiano, foi condenado por intermediar uma propina de US$ 15 milhões sobre contratos de navios-sonda. Os valores teriam sido repassados à diretoria da Área Internacional da Petrobrás, ocupada na época por Nestor Cerveró – também preso e condenado na Lava Jato.

As informações estão nos depoimentos de Bulmlai e Fernando Baiano e foram publicadas no jornal O Estado de São Paulo.

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