Bumlai é uma bomba e Schahin um mistério

A prisão do bilionário banqueiro André Esteves, combinada com a quase certa delação do pecuarista José Carlos Bumlai, amigão de Lula, tende a causar problemas para o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e para o ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Conselho da Petrobras, Guido Mantega. O ex-presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, também entra na mira da Justiça.

Uma auditoria interna da Petrobrás, concluída em maio, confirmou que  o Grupo Schahin foi escolhido de forma indevida para operar o navio-sonda Vitoria 10.000 para explorações de petróleo em alto mar.

O Banco Schahin é o mesmo que emprestou e não recebeu, R$ 12 milhões  O dinheiro serviu para a Campanha do PT.

O intermediador do negócio, segundo os investigadores, foi o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Lula. Bumlai foi preso nesta terça-feira, 24, alvo central da Operação Passe Livre, 21ª fase da Lava Jato.

“Foi aceita uma única proposta para construção do navio-sonda, ao passo que poderia haver um processo competitivo. Na exposição de motivos, dentre as razões para a escolha do estaleiro estavam”, informa o Relatório de Auditoria R02.E003/2015, de 18 de maio.

“O argumento apresentado para escolha da Schahin como operador, que consta no item 9 do DIP INTERDN 17/2007, aprovado pela Diretoria Executiva por meio da Ata 4.624, de 18 de janeiro de 2007, foi de que a Schahin International era detentora dos melhores índices operacionais na Bacia de Campos não se confirmam pelos documentos de avaliação da contratada relativos àquele período”, registra o relatório do gerente de Auditoria de Exploração e Produção da Petrobrás, Paulo Rangel.

MISTÉRIO: POR QUE O BANCO NUNCA COBROU A DÍVIDA DE R$ 12 MILHÕES?

Clique no link abaixo e leia na íntegra a auditoria da Petrobras

1_ANEXO14-AUDITORIA-PETROBRAS

 

 

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