Conselho de Ética instaura processo contra Eduardo Cunha

O Conselho de Ética da Câmara instaura nesta terça-feira (3) o processo que vai analisar o pedido de cassação do mandato do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). E uma decisão do colegiado ampliou as possibilidades de aliados do peemedebista ocuparem a relatoria do processo por quebra de decoro parlamentar.

Cunha foi citado em depoimentos de investigados pela Operação Lava Jato como um dos beneficiários de 5 milhões de dólares do esquema de desvios de recursos da Petrobras. Além disso, autoridades da Suíça informaram o Ministério Público brasileiro que encontraram contas em nome de Cunha e seus familiares. O peemedebista é alvo de inquérito apresentado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro, mas pode sofrer novas acusações no Supremo Tribunal Federal (STF) por causa das contas secretas no exterior. Ele ainda é acusado de ter mentido à CPI da Petrobras ao negar que possuía contas no exterior.

Assim como fez na, o presidente da Câmara cogita antecipar sua defesa e comparecer voluntariamente ao Conselho de Ética. Conforme apurou o jornal ‘O Estado de S. Paulo’, o peemedebista disse a líderes partidários que pretende ir ao colegiado antes do prazo regimental que tem para se defender. De acordo com um dos líderes presentes no encontro, ele se apresentará aos conselheiros até a próxima semana.

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