Eduardo Cunha aceita pedido de impeachment contra Dilma Rousseff

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O Estado de S.Paulo

02 Dezembro 2015 | 18h 52

Segundo o presidente da Câmara, aceitação do pedido ‘tem natureza técnica’ e processo seguirá seu rito ‘normal, com amplo direito ao contraditório’

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), anunciou, nesta quarta-feira, 2, que aceitou pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff apresentados pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale e pela advogada Janaína Paschoal.

Segundo ele, a aceitação do pedido “tem natureza técnica” e o processo seguirá seu rito “normal, com amplo direito ao contraditório”. Ao anunciar a decisão, Cunha afirmou ainda que a economia passa por crise, mas o “governo passa por muitas crises”.

O pedido de impeachment cita as “pedaladas fiscais” pelo governo em 2014, segundo relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) que rejeitou as contas da gestão Dilma no ano passado, e a continuidade dessa prática contábil em 2015 .

A decisão de Cunha foi tomada horas depois de o líder do PT na Câmara, Sibá Machado (AC), anunciar que os três integrantes do partido no Conselho de Ética votarão, em sessão marcada para a próxima terça-feira, 8, pela admissibilidade do pedido de cassação de mandato de Cunha apresentado pelo PSol.

“Não tenho nenhuma felicidade de praticar esse ato”, disse. “Decisão é de muita reflexão e de muita dificuldade”. O presidente da Câmara afirmou que o País passa por muitas crises e que é preciso que a possibilidade de afastamento da presidente seja uma questão enfrentada.

No início da coletiva de imprensa, Cunha afirmou que refutou pedidos baseados em acusações sobre mandatos anteriores ao atual e disse que entendeu como constrangimento acusações, divulgadas pela imprensa na segunda-feira, 20, de que teria recebido dinheiro do BTG em troca de aprovação de medida provisória que favoreceu o banco.

O pedido de impeachment cita as “pedaladas fiscais” pelo governo em 2014, segundo relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) que rejeitou as contas da gestão Dilma no ano passado, e a continuidade dessa prática contábil em 2015 .

Para o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), a decisão de Cunha de aceitar pedido de impeachment “foi uma atitude revanchista”. O deputado Wadih Damous (PT-RJ) afirma que “Cunha, associado a partidos de oposição, quer dar o golpe”.

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