EX- MINISTRO DE LULA/DILMA É CONDUZIDO COERCITIVAMENTE PARA A POLÍCIA FEDERAL

O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega foi alvo de mandado de condução coercitiva (quando a pessoa é levada obrigatoriamente a prestar depoimento) na nova fase da Operação Zelotes, deflagrada na manhã desta segunda-feira. A informação é do jornal Bom Dia Brasil, da TV Globo. Além da condução do ex-ministro, agentes da Polícia Federal cumprem hoje cerca de 30 mandados de busca e apreensão e de condução coercitiva no Distrito Federal, Pernambuco e São Paulo.

De acordo com documentos obtidos por VEJA, Mantega utilizou o seu cargo de ministro da Fazenda para favorecer um amigo de longa data, o empresário italiano Vitor Sandri. Administrador do grupo Comercial de Cimento Penha, Sandri se envolveu com a rede de lobistas que orbitava em torno do Carf, influindo em julgamentos de multas fiscais bilionárias. Um dos integrantes desse esquema, José Ricardo da Silva, condenado a 11 anos de prisão na última semana, passou a operar a partir de 2011 para limpar a barra do grupo Penha no tribunal que julga processos administrativos da Receita contra os contribuintes. Para isso, contou com o apoio de Mantega, responsável pela nomeação de conselheiros do Carf.( VEJA)

Não foi só o rombo nas contas públicas com pedaladas fiscais.

Guido Mantega também tentou esconder o rombo de R$ 88,6 bilhões no patrimônio da Petrobras.

Mantega, que presidia o conselho de administração, diz no áudio:

“Acho uma temeridade divulgar esse número. Vai afetar o nosso rating, custo financeiro, a solidez da empresa por algo de que não temos certeza. Cria a possibilidade de que a Petrobras tenha um endividamento muito maior em relação a seu patrimônio.”

Graça poderia ter respondido que temeridade é entregar o Brasil a Mantega. Mas apenas se mostrou preocupada em ser responsabilizada por omitir informações:

“E se a CVM me pergunta sobre esses números? Se existe, por que não divulgaram? Quem está escondendo esse número? De quem é a responsabilidade? Da diretoria ou do conselho?”

Ela tinha receio de vazamentos, porque “mais de cem pessoas tiveram acesso”.

Mantega responde que a empresa “faz vários relatórios e nem todos são revelados”.

Em seguida, o afilhado político de Dilma busca a cumplicidade dos colegas: “o que discutimos aqui está sobre regra de sigilo. Somos todas pessoas responsáveis. [O número apurado pela consultoria] não deveria vazar”. ( INFORMAÇÕES DE FELIPE MOURA/VEJA)

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