Governo Dilma: Casos de sífilis, capaz de provocar má-formação como a zika, triplicam no Brasil

Além da zika, a sífilis congênita é outra doença que também pode trazer complicações em bebês – como má-formação, surdez e deficiência mental – e tem apresentado aumento de casos no país e alertado especialistas em saúde. De acordo com matéria do jornal Folha de S.Paulo desta quinta-feira (18), mesmo longe dos holofotes, a quantidade de casos notificados quase triplicou em sete anos e a estimativa do próprio governo Dilma é de avanço preocupante em 2016.

Para o deputado federal Vitor Lippi (PSDB-SP), essa é mais uma péssima notícia para a saúde pública do país e demonstra que a condução do controle da doença sexualmente transmissíveis no Brasil está muito ruim. “Já fomos exemplo no controle ou no tratamento da aids, doença sexualmente transmissível também muito grave, e os números mostram que temos hoje 10 mil mortes por portadores no Brasil e 30 mil novos casos. A condução das políticas públicas não tem sido suficientes para controlar a Aids e outra consequência tem sido a sífilis, que também está aumentando”, critica o parlamentar, ressaltando que o aumento de casos de sífilis congênita, transmitida da mãe para o bebê, demonstra que não está havendo controle e qualidade no pré-natal.

Dados do departamento de DST/Aids do Ministério da Saúde projetam 41.752 casos de gestantes com sífilis neste ano e 22.518 em bebês, caso a tendência persista. A taxa de incidência de sífilis em bebês com menos de um ano é de dois casos a cada mil nascidos vivos em 2008. Em 2014, dados preliminares do órgão apontam que a taxa passou para 5,6 – 16.266 casos foram relatados no ano. No mesmo período, a taxa de sífilis em gestantes passou de 2,7 para 9,7 casos a cada mil nascidos vivos, passando de 7.920, em 2008, para 28.226, em 2014.

Falta de medicamento

Segundo a reportagem da Folha, o quadro é agravado pela falta do medicamento capaz de impedir a transmissão da doença para os bebês. O principal tratamento é feito com penicilina benzatina, para as gestantes, e penicilina cristalina, para os bebês. Parceiros também devem ser tratados, para evitar risco de novas infecções.

“Se a sífilis congênita for detectada desde o início da gestação, ela pode ser tratada, mas está faltando benzetacil. O antibiótico é o mais barato que existe e não está sendo distribuído na saúde pública para tratamento dessa doença. Ou seja, é uma grande irresponsabilidade [do governo Dilma] que está deixando sequelas graves e permanentes na sociedade brasileira. Esperamos que o pré-natal seja realmente prioridade absoluta e a regularidade no oferecimento do antibiótico adequado, que é a penicilina. Isso é um crime contra a saúde das mães e crianças desse país”, completa Lippi, que também é médico.

Estados e municípios convivem com a falta do produto para gestantes desde 2014. Levantamento do Ministério da Saúde feito em 28 de janeiro aponta desabastecimento de penicilina em 60% dos estados do país.

Fonte: PSDB

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