Pelos direitos dos insetos brasileiros

Pelos Direitos Humanos dos Insetos
Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão – serrao@alertatotal.net
O direito dos manos da Anta pode se sobrepor aos direitos humanos dos insetos? Eis uma boa polêmica para a petelândia soltar em seu programa do horário nada gratuito da propaganda política de rádio e televisão. Seria uma dica formidável nestes tempos em que a Presidenta posa de Exterminadora da Mosquista (tem culpa ela?), usando seus plenos poderes de Comandanta em chefa para promover uma Intervenção Insetocional, com as forças armadas (amadas ou não) dando golpe certeiro e mortal na mosquitada.
Dilma propõe assassinar o mosquito antes dele nascer (ou “botar ovo”, como a Presidenta, genialmente, já proclamou recentemente). Por isso, torna-se válida cientificamente qualquer tese que ela defenda, durante o pleno vigor desta Picadura (a ditadura da picada do mosquito combatido bravamente pela intervenção direta do Exército, da Marinha e da FAB). O triste é que tudo é patrocinado pela máxima incompetência do desgoverno do crime organizado – que a maioria do povo brasileiro gostaria de exterminar de um jeito mais bruto que transmissor da “dengue”, da “Zika” e do “Chico Cunha” (que deve ser parente daquele que a Petelândia também amaria destruir).
Os mosquitos começam a ser exterminados pela Dilma? Ninguém tem tanta convicção. Certeza todos têm de que ela está exterminando a economia brasileira, ajudando a agravar a maior crise estrutural do canalha Capimunismo Rentista Corrupto de Bruzundanga. Dilma não tem credibilidade, competência ou conceitos corretos para tirar o País do atoleiro. É por isso que a mosquita Aedes deve estar tão pt da vida com ela quanto a opinião pública e publicada. Os brasileiros nunca estiveram tão pessimistas quanto agora. A tensão é que ainda não atingiu o nível máximo, capaz de detonar as mudanças efetivas.
A expectativa negativa mata mais que mosquito. Investimentos produtivos ficam mais raros. Crédito fica muito mais caro e perigoso com os juros estratosféricos. A inadimplência cresce e o calote se transforma em uma tendência que sinaliza uma grande quebradeira. Enquanto isso, o desgoverno só fala em aumentar imposto. A volta da CPMF virou uma obsessão para Dilma. A Super Receita Federal já fala, escancaradamente, em tributar até a arrecadação – e não simplesmente o lucro – das empresas que se viram para sobreviver.
Sob tal clima de ameaça de confisco direto, a previsão natural é de mais desemprego e fim de negócios. Sem trabalho, diminui a renda e aumenta o endividamento. Sem grana, o poder de consumo cai brutalmente. O curioso é que, vendendo menos, o empresário se vê forçado, psicologicamente, a aumentar seus preços, para compensar as perdas. Tal “solução”, normalmente, falha. O resultado negativo alimenta a cultura da indexação – fortíssima no Brasil de mentalidade rentista. Quem tem muita grana se defende, aplicando nos juros altos patrocinados para custear a gastança da máquina pública. Quem não tem fica com menos ainda e sente, de forma mais brutal, os efeitos da carestia, da inflação e do desemprego.
Em um resumo metafórico, estamos sendo tratados pelo desgoverno como meros insetos. O modelo está exterminando os brasileiros. Por isso, a única alternativa sensata é mudá-lo, radicalmente e sem perdão. Quem reage contra mudar? Todos que se beneficiam da máquina e ainda têm muito poder econômico e político. Eis porque só a reação direta e organizada do cidadão insatisfeito, com pressão crescente, tem condições de alterar o cínico e suicida quadro capimunista rentista corrupto.
Breve, entraremos no regime de “salve-se quem puder”. As “zelites” preferem não acreditar que o desfecho radical vai acontecer. As “Elites” ainda não tem clareza democrática do que precisa mudar. Os três poderes tradicionais (executivo, legislativo e judiciário) são reféns de seus erros, esbanjamentos, corporativismos e privilégios. As instituições já foram rompidas e estão confusas, conflitando entre si. As várias “gestapos” brasileiras abusam do poder para manter tudo como está. Os políticos, desmoralizados, temem o futuro imediato e fingem discurso de “oposição”, embora só sobrevivam na “situação”. Os magistrados percebem que precisam cumprir seu dever, mas ainda agem muito mais no ritmo “gestapiano” e menos no da efetiva justiça.
O “quarto poder”, o militar, que garante a implantação e permanência da Nação, parece contaminado e contido pelo clima de inércia que toma conta do Brasil. As Forças Armadas aguardam o que pode acontecer, enquanto participam da “guerra ao mosquito”, usando a vivência dos combates a catástrofes e a experiência dos conflitos diretos de “Garantia da Lei e da Ordem” contra o narcotráfico – a parcela mais violenta do amplo sistema do crime organizado no Brasil.
A saída mais pragmática e menos cínica que temos é defender os direitos políticos, econômicos e humanos dos “insetos”. A inédita Intervenção Cívica Constitucional é inevitável. Só não tem data marcada para se concluir. O processo já está em andamento, sem reversão. Nem adianta ficar esperando por um milagre, porque a salvação não será pacífica. Trará componentes de radicalização, intolerância e violência. Os velhos conchavos, sempre praticados no Brasil para atenuar crises, tendem a não funcionar desta vez, pois a crise estrutural atinge uma dimensão incontrolável para uma simples negociação política.     
Enquanto o caos não se resolve, desviemos a atenção com os “carnavais” e com as “batalhas épicas” (como a de agora contra o mosquito, que eletriza a mídia idiotizante, seguindo as ordens estratégicas do mais canalha desgoverno de todos os tempos no Brasil.
Os “insetos” precisam reagir, antes que acabem destruídos pelos diversos Exterminadores do Futuro que atuam na esfera estatal brasileira – uma verdadeira máquina pública de moer gente para preservar e ampliar interesses privados inconfessáveis.
Intervenção Cívica Constitucional o mais depressa possível. Ou não vai sobrar “inseto” para contar uma história mais agradável para o Brasil e seu povo.

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