Rombo nas contas do governo Dilma pode chegar a R$ 120 bi em 2017

Com a desastrosa e equivocada política econômica adotada pela presidente Dilma Rousseff, o déficit do governo em 2017 pode ser ainda maior do que o apresentado pelos ministros Nelson Barbosa (Fazenda) e Valdir Simão (Planejamento) na última sexta-feira (16). O rombo pode chegar a R$ 119,7 bilhões, acima do previsto para este ano pelo próprio governo, que é de até R$ 96,6 bilhões.

“O cenário é esse mesmo, sombrio. Se as reformas estruturais que o próprio senador Aécio Neves defendeu em sua campanha não forem implementadas, estaremos falando de uma ‘bola de neve’ crescente ladeira abaixo. Uma dívida pública podendo chegar a R$ 120 bilhões, como o próprio FMI disse até 2020, com mais de 90% do PIB. Sem as reformas, é um cenário de catástrofe. Não há mágica, já vimos o que a ‘mágica’ do PT produziu. Então agora é hora de enfrentar a realidade e ela é muito dura”, declarou o economista Rodrigo Constantino.

De acordo com matéria do jornal O Estado de S.Paulo, o aumento se deve porque o governo petista aposta em dois fatores incertos para incrementar a arrecadação: o corte de R$ 65 bilhões no orçamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e a recriação da CPMF, o que acrescentaria R$ 54,7 bilhões ao déficit fiscal no próximo ano. Segundo dados do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) enviado ao Congresso, o governo espera arrecadar R$ 33,25 bilhões com a CPMF – imposto que sequer foi aprovado pelo Legislativo e enfrenta rejeição até mesmo da base governista –, além de R$ 21,45 bilhões com receitas decorrentes do crescimento real da atividade econômica em 2017.

A recriação do CPMF foi criticada pelo analista econômico. “Acho que recriar a CPMF não é o caminho. Entendo que num momento de desespero, em busca da redução do rombo, o governo tenha atuado no lado das despesas e das receitas. Mas em um ambiente de depressão econômica falar em aumento ou recriação de imposto me parece temerário”, destaca.

Constantino defende a aprovação de um ajuste fiscal, corte na máquina pública e reformas trabalhista e tributária como forma de aumentar a arrecadação de um eventual governo com o vice-presidente Michel Temer, caso seja aprovado o impeachment da presidente Dilma. “O próximo governo temporário terá de ser impopular, não tem alternativa. Ele [Temer] vai ter que aprovar, por exemplo, a flexibilização dos gastos do governo, fazer um ajuste fiscal e junto a isso outras reformas como a trabalhista e tributária. [Temer] está pegando uma ‘batata quente’ na mão, ele tem tudo para fazer um governo tampão bastante razoável, na linha que fez o ex-presidente Itamar Franco”, completa.

Assessoria PSDB

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