Ministros do STF detonaram o trabalho do MP – Lava Jato. Leiam as frases em aspas

Ministros criticam o trabalho do Ministério Público e da Lava Jato

“São tantas incongruências nas delações que se tornam imprestáveis para sustentar qualquer condenação” ( Ricardo Lewandowski )

“as provas reunidas pelo MPF durante o processo “não são aptos a confirmar a tese acusatória exposta na inicial no sentido que o pedido de vantagem ilícita a Paulo Roberto Costa tenha vindo do acusado Paulo Bernardo”, quanto ao crime de corrupção passiva”. Edson Fachin

impõe-se ao Ministério Público tornar efetiva a plena comprovação dos fatos no pedido consubstanciado na pesa acusatória, com inequívoca comprovação da culpabilidade do réu”. Segundo o ministro, “nenhuma acusação se presume provada. O STF tem sido muito severo ao exigir que o MP demonstra sem qualquer sombra de duvida a procedência da pretensão punitiva que deduz”. Celso de Mello

“Não vislumbro, em suma, a presença de elementos extrínsecos que possam conferir credibilidade às declarações dos colaboradores” Ricardo Lewandowski

“Os depoimentos dos delatores não foram harmônicos e, mesmo que eles tenham convergência em alguns pontos, “divergências tão notórias acabam por reduzir-lhe a credibilidade na íntegra”. Toffoli,

Para Celso de Mello, mesmo que se pudesse basear acusações nos depoimentos prestados em colaboração premiada, os testemunhos de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef “padecem de falta de coerência interna” e “revelam-se antagônicas”.

Gilmar Mendes disse que não há provas materiais que corroborem as acusações feitas pelos delatores premiados. Para Gilmar, se existem, essas provas são “raquíticas e inconclusivas”.

“Não existe juízo condenatório por probabilidade”, afirmou o ministro Gilmar Mendes.

As delações premiadas que embasam a ação apresentavam tantas “incongruências e inconsistências” que se tornaram inúteis para sustentar qualquer tipo de condenação, até mesmo contra Gleisi Hoffmann pelo crime de falsidade ideológica eleitoral.

Ricardo Lewandowski,

O Advogado:

O grave da Operação Lava Jato é que tratam os colaboradores com uma espécie de credibilidade seletiva: só valem as afirmações que atendem fielmente às teses do Ministério Público”, afirmou o advogado Juliano Breda.

Para Breda, a delação de Paulo Roberto Costa não tem credibilidade. “Como é possível que um colaborador mude seis vezes a sua versão sobre um fato durante uma investigação?”, questionou

“O grave da Operação Lava Jato é que tratam os colaboradores com uma espécie de credibilidade seletiva: só valem as afirmações que atendem fielmente às teses do Ministério Público”, afirmou Breda.