Jorge Roriz – Jornalismo de Excelência

Pagar pedaladas não anula o impeachment

 

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse nesta terça-feira, 29, que o pagamento das dívidas criadas pelas “pedaladas fiscais” não anula o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, já que, segundo ele, o fundamento para aceitar o pedido de afastamento da petista são decretos editados em 2015 que teriam descumprido a lei orçamentária.

“Ignoramos 2014, não aceitamos a tese que você retroaja no mandato anterior. O ato irregular foi cometido, os decretos”, disse Cunha,

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ)
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ)

Dilma decidiu pagar todos os R$ 57 bilhões das pedaladas fiscais até quinta-feira, último dia do ano. O objetivo do governo é zerar as pedaladas e, assim, “deixar todo esse assunto em 2015”. A ordem de Dilma é trabalhar para não deixar brechas que possam ser usadas como argumento para o processo de impeachment contra ela no Congresso Nacional.

 

Cunha disse que o governo pode até conseguir os votos necessários para barrar o impeachment na Câmara, mas afirmou que isso não significará o fim da crise. “Governabilidade com um terço é difícil”, disse, ressaltando que se a presidente conseguir se manter no cargo ainda terá mais três anos para tentar recompor a governabilidade.

“Pode ter um terço (para barrar o impeachment), mas não significa que adquira governabilidade, vão ser três anos de governo capenga”, afirmou.

“O governo não terá discurso para enfrentar eleições municipais. Nas capitais, vejo total dificuldade”, disse. “Quem ficar atrelado ao governo pode perder as eleições.” ( Estadão)

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