“Não vamos dar paz ao Judiciário se mantiver o erro da condenação”, disse. “Temos que estar preparados. Vai ser duro qualquer que seja o resultado. Se ganhar [Lula], a direita vai ficar com muita raiva. Tem que ficar calmo, sem comemorar. Se perder, é muita guerra e muita luta.” João Paulo Rodrigues., coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) 

De acordo com Rodrigues, não será uma mobilização exclusiva da militância. “Vamos ter o respaldo de quem vota no Lula, que continua liderando tudo o que é pesquisa. A luta de classes aberta em torno do Lula é uma oportunidade para as forças populares articularem a defesa da democracia com a luta social”, disse.

O sem-terra também relatou aos dirigentes do instituto detalhes da organização do movimento para esta quarta-feira (4). Segundo ele, a orientação é priorizar as capitais, especialmente Brasília, para onde foram enviados 35 ônibus, e São Bernardo do Campo (SP).

A ordem é acompanhar o ex-presidente com vigílias diante de seu apartamento, não só durante o julgamento, mas nos dias que o sucederem. Embora tenha conversado com Lula, João Paulo afirmou que o ex-presidente evitou falar sobre o julgamento.