Jorge Roriz – Jornalismo de Excelência

A confusão da imprensa sobre o registro de Adélio na Câmara

Está ocorrendo uma grande desinformação na grande imprensa sobre os  registros de entrada de Adélio Bispo na Câmara dos deputados.

O  jornalista Alexandre Garcia, em áudio diz que o registro ocorreu “Um dia antes do crime”. Não é verdade. Ocorreu um ou dois registros errados APÓS o crime e não um dia antes do crime. ( o sistema pode repetir o erro)

Existe um registro verdadeiro ( sem engano, desculpe a redundância) de uma entrada de Adélio na Câmara dos deputados no dia 06 de setembro de 2013.

O segundo registro ou terceiro ( caso tenha ocorrido dois ) ocorreu no mesmo dia do crime, porém, após o crime.

“Constatou-se a existência de mais dois registros de entrada referentes à pessoa do Senhor Adélio, ambos datados do dia 6 de setembro de 2018, dia em que fora efetuada sua prisão no estado de Minas Gerais em decorrência do atentado ao deputado Bolsonaro”, escreve o diretor Paul Pierre Deeter.

Polícia Legislativa da Câmara concluiu nesta quarta-feira, 19, que os registros de que Adélio Bispo de Oliveira, o autor da facada no deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ), esteve na Casa no mesmo dia do atentado, foram fruto de um erro de um recepcionista terceirizado responsável pelo controle de entrada no Congresso.

“Como o caso teve grande repercussão na mídia, o funcionário quis fazer essa busca, mas acabou registrando o nome de Adélio no sistema 4 horas depois do fato”, afirmou Deeter ao Estadão/Broadcast. Para o diretor, não houve má-fé neste caso porque há o registro de que o recepcionista acionou seus superiores imediatamente para relatar o ocorrido. Como o sistema usado é antigo, o dado não pode ser apagado e acabou permanecendo.

Logo após o incidente com Bolsonaro,  o deputado e terceiro secretário da Câmara, fez um primeiro pedido de informações para saber se Adélio havia estado no Congresso. A Casa identificou que ele esteve na Câmara em 6 de agosto de 2013 mas também não informou para onde ele teria ido ou com qual parlamentar poderia ter se encontrado. Por isso, JHC fez um segundo pedido de informação para que novas buscas fossem feitas no sistema da Casa e os registros incorretos foram encontrados.

Seria humanamente impossível, Adélio estar em Brasília no dia do crime. Testemunhas sabem que ele estava na pensão no dia do crime, na cidade de Juiz de Fora – MG..

06/09, véspera de feriado, haveria expediente de deputados na Câmara

Ocorrer dois registros no mesmo dia é uma prova do erro. Adélio teria ido na Câmara duas vezes no mesmo dia do crime??