Jorge Roriz – Jornalismo de Excelência

A polêmica sobre a ilegalidade dos áudios – O que diz Sérgio Moro

Sergio Moro também voltou a alegar que não houve irregularidade no fato de ele, um juiz de primeira instância, presidir inquéritos que envolvem autoridades com prerrogativa de foro no STF.

“A circunstância do diálogo ter por interlocutor autoridade com foro privilegiado não altera o quadro, pois o interceptado era o investigado e não a autoridade, sendo a comunicação interceptada fortuitamente”, afirmou Moro.

Na visão de advogados, o juiz não poderia  ter tornado públicas gravações que envolvem autoridades com foro no STF. ( sendores, presidente, ministros).

No despacho, Sergio Moro lembrou que caberá ao STF decidir sobre a validade desses áudios. Com isso, ele ordenou que a secretaria prossiga no cumprimento da decisão anterior, e destacou que se for confirmado que Lula tomou posse como ministro da Casa Civil, os autos deverão ser remetidos para o STF.
O juiz Sérgio Moro também tornou públicas  conversas entre Lula e seu  advogado Roberto Teixeira.

Em sua decisão, ele diz: “Não identifiquei com clareza relação cliente/advogado a ser preservada entre o ex-presidente e referida pessoa [Roberto Teixeira]”.

Como exemplo, o juiz aponta que Teixeira não está listado como advogado em um dos processos de Lula na Justiça Federal do Paraná. .

O  juiz Sérgio Moro, responsável pela operação “lava jato” na 13ª Vara Federal de Curitiba justifica:  “há indícios do envolvimento direto” de Teixeira na aquisição do sítio em Atibaia (SP), que é alvo de investigações, “com aparente utilização de pessoas interpostas”. O juiz federal se justifica: “Se o próprio advogado se envolve em práticas ilícitas, o que é objeto da investigação, não há imunidade à investigação ou à interceptação”.

ACRESCENTO MAIS UM DETALHE:

A TENTATIVA (PROVISÓRIAMENTE FRUSTADA ATRAVÉS DE UMA LIMINAR) DE COLOCAR LULA COMO MINISTRO, PREJUDICOU AS INVESTIGAÇÕES

SE LULA NÃO TIVESSE ESSA CONDIÇÃO, NADA IMPEDIRIA QUE MAIS CONVERSAS FOSSEM GRAVADAS E A GRAVAÇÃO DA CONVERSA ENTRE LULA E DILMA, ESTARIA AINDA, DENTRO DO PERÍODO LEGAL DA GRAVAÇÃO.

A ESCUTA FOI SUSPENSA DE FORMA PRECOCE, PORQUE LULA SE TORNARIA MINISTRO E TERIA FORO PRIVILÉGIADO.

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