Jorge Roriz – Jornalismo de Excelência

A sabatina de Augusto Arras

Em sabatina no Senado, o PGR Augusto Aras voltou a negar a existência de um orçamento secreto, mas deixou escapar que considera que as verbas deveriam ser destinadas de maneira proporcional. Esse é um dos argumentos das ações no STF que pedem suspensão do RP9. Ele foi contra elas; Ele disse que suas ações não podem colocá-lo como ‘engavetador’.

Por vinte e um votos a seis, a CCJ aprovou a indicação para Augusto Arras continuar no cargo de procurador geral da república por mais dois anos. Na votação no Senado, ele tem maioria para se manter no cargo, agindo como advogado de Bolsonaro. Agora pensando em uma vaga no STF.

O senador Alessandro Vieira destacou que um número elevadíssimo de entidades jurídicas emitiram notas contra a atuação e omissão de Augusto Aras na procuradoria geral da república.

Leia o pronunciamento de Augusto Aras na CCJ.

Senador Fabiano Contarato lista uma série de momentos nos quais a PGR foi cobrada a agir para coibir divulgação de medicamente ineficaz e pregação contra máscara. A ver como se sai Aras.

‘Quero ser lembrado como aquele que cumpriu a Constituição’, diz Aras

Arras afirmou  que não tem dúvida da ilicitude do comportamento de Jair Bolsonaro ao não usar máscara de proteção contra a Covid.

Aras afirmou que a conduta do presidente “é um ilícito”, mas deve ser punido no âmbito administrativo, com multas. “A não utilização das máscaras é um ilícito. Nós sabemos que é um ilícito. É um ilícito. Todavia, é um ilícito de que natureza? Cível, administrativo, penal? Bem analisadas as coisas, trata-se de um ilícito administrativo, e a ação nesse campo é a multa”, defendeu..

 

O procurador geral negou que tenha sido omisso no cargo e que não deixou de atuar, em momento algum, no combate à pandemia. Disse, no entanto, que é dever do Ministério Público se manifestar nos autos e não “buscar os holofotes”.

Durante sabatina na #CCJ, o procurador-geral da República, Augusto Aras, informa sobre o fim da força-tarefa da operação Lava-Jato, por causa do alto custo e das revelações feitas pelo vazamento de mensagens de membros do Ministério Público Federal

“Augusto Aras, Procurador-Geral da República, diz para os senadores o que eles querem ouvir. É como faz Bolsonaro ao dirigir-se aos seus devotos. Nada demais. Funciona assim. Engana-se quem quer.” Noblat

 

Augusto Aras falou em “lançar luz sobre uma série de informações equivocadas” que, segundo ele, vem de pessoas sem conhecimento jurídico Rosto pensativo

Aras critica ‘pessoalização’ da Lava Jato e diz que cumpriu seu papel sem ‘espetáculo midiáticos’.

O PGR Augusto Aras afirma que vai cumprir as leis em sua análise do relatório da CPI