A Sinceridade

A sinceridade não deve ser praticada com arrogância, censura e ofensa

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O texto abaixo é de autoria da equipe de redação do Momento Espírita, a partir do texto ” Palavra Sincera”, de Malba Tahan (1895- 1974)
” É interessante buscarmos a origem da palavra sincero. Originada do velhíssimo latim, portanto, romana, ela fez uma longa viagem de Roma aos nossos dias.
Os romanos fabricavam certos vasos de uma cera especial. Essa cera , às vezes, tão pura e perfeita que os vasos se tornavam transparentes.
Em alguns casos, chegava-se a distinguir um objeto (um colar, uma pulseira) que estivesse colocado no interior do vaso. Olhando o vaso, fino e límpido, dizia o romano vaidoso: – Como é lindo ! Parece até que não tem cêra ! É um vaso ‘sine cera”. ‘Sine cera’ queria dizer – Sem cera !
‘Sine cera’ era, pois, uma qualidade de vaso perfeito, finíssimo, delicado, que deixava ver através de suas paredes.
Da antiga cerâmica romana o vocábulo ‘sincero’ passou a ter uma significação muito mais elevada. Sincero é aquele que é franco, leal, verdadeiro; que não oculta; que não usa disfarce, malícia ou dissimulação.
O sincero,à semelhança do vaso romano, deixa ver, através de suas palavras, os nobres sentimentos de seu coração”.
Normalmente, quando dizemos estar sendo sincero, na realidade o somos com letras minúscula, pela estreiteza de espírito com quem vivenciamos tal virtude. De nossa parte, assim nos exprimimos:
Eu digo a verdade na cara , doa em quem doer,
Não uso meia palavras, vou direto ao assunto
Não sou de dourar a pílula, enfio – a goela abaixo.
Não sou de rodeios, coloco o dedo na ferida.
A verdade tem que ser dita.
Eu sou uma pessoa franca e direta
Comigo não tem chorumela
Significando um conteúdo interior repleto de truculência, incompreensão, insensibilidade, inabilidade relacional, e uma comunicação intrapessoal anêmica, que, com certeza, levar-nos- à condição de um “espinheiro ambulante” do qual os mais prudentes se conservam à cautelosa distância emocional-afetiva.
Confundimos sinceridade com grosseria mais parecendo um elefante em uma loja de cristais, esquecendo-nos de que as duas companheiras mais constantes dela são a Delicadeza e a Bondade.
O sincero consegue dizer coisas difíceis , com mel na boca, pois, à semelhança dos vasos romanos, é fino e delicado, sensível e gentil.
O Evangelho do espiritismo, capítulo 17: Fostes chamados a entrar em contato com espíritos de natureza diferente, de caracteres antagônicos; não melindreis a nenhum daqueles com quem vos encontrardes”
Usemos de escrúpulos sadios, para que não façamos o papel de melindrados de consciência, abaladores de personalidades frágeis, levantadores de dedo em riste, esmagadores de culturas espirituais tenras. Coloquemos o algodão da sensibilidade mental e emocional em ação, ativemos a condição de empatia, harmonizador social, bombeiro de Deus.
Quando usamos portanto, a sinceridade, dentro do padrão de virtude, ela surge como uma força convergente, agregadora, aumentando a zona dos créditos, ampliando o nosso espectro relacional.
Ser sincero não é atirar na face do próximo as suas fragilidades, mas ser facilitador , para que ele as identifique em si próprio.
Texto condensado por JR.(foi excluído alguns parágrafos) extraído do livro: ” Virtudes”. Excelências em qualidade na vida.
De autoria de Paulo Gilberto P. Costa.
Editora Aliança.
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O texto abaixo é de autoria da equipe de redação do Momento Espírita, a partir do texto ” Palavra Sincera”, de Malba Tahan (1895- 1974)
” É interessante buscarmos a origem da palavra sincero. Originada do velhíssimo latim, portanto, romana, ela fez uma longa viagem de Roma aos nossos dias.
Os romanos fabricavam certos vasos de uma cera especial. Essa cera , às vezes, tão pura e perfeita que os vasos se tornavam transparentes.
Em alguns casos, chegava-se a distinguir um objeto (um colar, uma pulseira) que estivesse colocado no interior do vaso. Olhando o vaso, fino e límpido, dizia o romano vaidoso: – Como é lindo ! Parece até que não tem cêra ! É um vaso ‘sine cera”. ‘Sine cera’ queria dizer – Sem cera !
‘Sine cera’ era, pois, uma qualidade de vaso perfeito, finíssimo, delicado, que deixava ver através de suas paredes.
Da antiga cerâmica romana o vocábulo ‘sincero’ passou a ter uma significação muito mais elevada. Sincero é aquele que é franco, leal, verdadeiro; que não oculta; que não usa disfarce, malícia ou dissimulação.
O sincero, à semelhança do vaso romano, deixa ver, através de suas palavras, os nobres sentimentos de seu coração”.
Normalmente, quando dizemos estar sendo sincero, na realidade o somos com letras minúscula, pela estreiteza de espírito com quem vivenciamos tal virtude. De nossa parte, assim nos exprimimos:
Eu digo a verdade na cara , doa em quem doer,
Não uso meia palavrs, vou direto ao assunto
Não sou de dourar a pílula, enfio – a goela abaixo.
Não sou de rodeios, coloco o dedo na ferida.
A verdade tem que ser dita.
Eu sou uma pessoa franca e direta
Comigo não tem chorumela
Significando um conteúdo interior repleto de truculência, incompreensão, insensibilidade, inabilidade relacional, e uma comunicação intrapessoal anêmica, que, com certeza, levar-nos- à condição de um “espinheiro ambulante” do qual os mais prudentes se conservam à cautelosa distância emocional-afetiva.
Confundimos sinceridade com grosseria mais parecendo um elefante em uma loja de cristais, esquecendo-nos de que as duas companheiras mais constantes dela são a Delicadeza e a Bondade.
O sincero consegue dizer coisas difíceis , com mel na boca, pois, à semelhança dos vasos romanos, é fino e delicado, sensível e gentil.
O Evangelho do espiritismo, capítulo 17: Fostes chamados a entrar em contato com espíritos de natureza diferente, de caracteres antagônicos; não melindreis a nenhum daqueles com quem vos encontrardes”
Usemos de escrúpulos sadios, para que não façamos o papel de milindradores de consciência, abaladores de personalidades frágeis, levantadores de dedo em riste, esmagadores de culturas espirituais tenras. Coloquemos o algodão da sensibilidade mental e emocional em ação, ativemos a condição de empatia, harmonizador social, bombeiro de Deus.
Quando usamos portanto, a sinceridade, dentro do padrão de virtude, ela surge como uma força convergente, agregadora, aumentando a zona dos créditos, ampliando o nosso espectro relacional.
Ser sincero não é atirar na face do próximo as suas fragilidades, mas ser facilitador , para que ele as identifique em si próprio.
Texto condensado por JR. Extraido do livro: ” Virtudes”. Excelências em qualidade na vida.
De autoria de Paulo Gilberto P. Costa.
Editora Aliança.