A tragédia libanesa

A tragédia libanesa

2.750 toneladas de nitrato de amônio armazenada desde 2013. Usada como fertilizante na agricultura explodiu no porto de Beirute,capital do Líbano destruindo a metade da cidade e causando mais de cem mortes e deixando 5.000 feridos.

Ainda não sabemos o que detonou a explosão.Pode ter sido um incêndio. A Hipótese de um atentado terrorista foi afastada.
Além das mortes existe muito sofrimento. Os sobreviventes estão sem alimentos e existem mais de 300 mil desabrigados.
As vítimas perderam suas economias de muitos anos. A tragédia aumentou o número de suicídios.

O porto de Beirute recebe 80% dos alimentos importados que abastecem o país. O Líbano não consegue receber alimentos por terra.

O Brasil tem muitas ligações afetivas e culturais com o Líbano. De personagens de Jorge Amado a políticos com descendência libanesa. Inclusive muitos escritores libaneses fazem parte de nossa literatura. Nossa culinária também tem grande influencia libanesa. Quem nunca comeu um kibe?
É a terra o grande poeta e escritor, Khali Gibran, autor do famoso livro ‘O Profeta”,além de outros,

O Brasil possui o maior número de imigrantes libaneses no mundo. Em 1880 saiu do porto de Beirute o primeiro navio com libaneses em direção ao Brasil, sendo considerado este momento como o marco do início oficial da imigração libanesa No país.

As causas principais da imigração foram questões de natureza econômicas, políticas e religiosas (havia uma grande quantidade de libaneses cristãos QUE FUGIRAM do domínio muçulmano do Império Otomano.
A tragédia libanesa serve de alerta. Se existem materiais explosivos no Brasil armazenados em locais não adequados,as autoridades devem tomar providencias.
Nossa solidariedade aos irmãos libaneses.

A embaixada dos EUA no Líbano anunciou, nesta sexta-feira (7), que o país vai doar 17 milhões de dólares para ajudar na reconstrução de Beirute. O auxílio inclui doações de alimentos, remédios e apoio à Cruz Vermelha Libanesa:

Jorge Roriz