Acusações da PF não significa condenação


Polícia Federal (PF) diz ter encontrado evidências de que a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) recebeu R$ 885 mil em um esquema de corrupção alvo da Lava Jato. No relatório final do inquérito, enviado ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), o delegado Ricardo Hiroshi Ishida apresenta cinco repasses que totalizam o valor. Por essas razões a parlamentar pode ser enquadrada nos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

Não defendemos Gleise e o PT. Mas mostramos este exemplo como modelo para mostrar que o falso conceito de que “quem foi acusado pela Lava Jato é corrupto” é uma premissa falsa. No ordenamento jurídico brasileiro ninguém pode ser considerado culpado, criminoso, sem antes ser condenado e após o trânsito e julgado. E isso não é ruim. E bom que seja assim para evitar que pessoas sejam acusadas sem provas e serem presas sendo inocentes.

Muitas pessoas estão com a reputação politicamente arrasada para depois de anos de processo e exposição pública com o nome de corrupto serem absolvidas. É assim que funciona a ditadura do judiciário. Vazamentos seletivos, exposição pública de acusados e aceitação de delação sem provas. Não defendemos corruptos, mas para que uma pessoa seja condenada é papel do Ministério Pública mostrar as provas.

GLEISE FOI  ABSOLVIDA PELO  STF

 

E nota, a senadora questionou o teor das acusações. Veja na íntegra:

“Como é que um processo que corre em segredo de Justiça tem um suposto relatório vazado para a imprensa, sem que isso seja do meu conhecimento ou da minha defesa? Com que objetivo?

Nunca tive contas pagas por terceiros nem recebi dinheiro ilegal para mim ou para campanhas eleitorais. A investigação a que se refere a reportagem se arrasta há dois anos e meio e não concluiu nada, a julgar pelas insinuações levianas, que remetem a terceiros, ao invés de sustentar acusações concretas. Não há qualquer fato ou prova que possa levar a isso.

Lamento que esteja sendo mais uma vez vítima de calúnias e de perseguição político-judicial-midiática. Só posso entender essa sanha de inquéritos em razão de minhas posições políticas e por estar ocupando a presidência do PT, partido que a Operação Lava Jato e a mídia golpista tratam como inimigo a ser abatido.”