Jorge Roriz – Jornalismo de Excelência

Agnaldo Timóteo e Stênio Garcia não estavam imunizados quando contrairam Covid

O cantor Agnaldo Timóteo morreu neste sábado (3/04), aos 84 anos, por complicações da Covid-19. Agnaldo tomou a primeira dose da vacina contra o novo coronavírus no dia 15 de fevereiro e recebeu a segunda dose do imunizante no dia 15 de março. Já no dia 17 de março, ele deu entrada no Hospital Casa São Bernardo, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. A imunização somente ocorreria no mínimo dia 30/3 ( 15 dias após a segunda dose) e ele apresentou sintomas da doença em 17/03 ( antes da imunização).

Foi citado na CPI o caso do ator Stênio Garcia que contraiu a COVID mesmo após ter tomado a segunda dose. Pesquisamos e verificamos que Stênio Garcia tomou a primeira dose no dia 9 de fevereiro e a segunda em 9 de março. Ele foi infectado no dia 13 [de março]” (04 dias após a segunda dose). Antes da imunização que seria de duas semanas após a segunda dose

Nelson Sargento faleceu de Covid após tomar a segunda dose, mas ele tinha 96 anos e também sofria de Câncer. Pode ter contraído COVID em caso leve, e ter morrido em consequência do Câncer  e não da Covid,

Natália Pasternack, microbiologista e fundadora do Instituto Questão de Ciência, em entrevista ao GQ.Globo,  afirmou:

“A melhor resposta imune com a melhor produção de anticorpos e resposta celular vai acontecer, pelo menos, 15 dias após a segunda dose”, começou. “A gente estipula 15 dias como uma média. Isso não significa que vai funcionar como um relógio ou uma regra. Varia de pessoa para pessoa e, com a idade, a resposta imune diminui.”

“Quem tomou a vacina tem menor probabilidade de adoecer e de ficar gravemente doente. Então, vão aparecer casos isolados de pessoas que, mesmo vacinadas, vão adoecer. Vão aparecer casos isolados de pessoas que, mesmo vacinadas, vão precisar de internação e morrer”.

Diante dessas informações fica claro que a disseminação de notícias de que pessoas tomaram as duas doses e contraíram Covid e morreram tem apenas o objetivo de criar descrença com relação a eficiência da vacina

A grande maioria dos vacinados não terão a doença e alguns terão a doença na sua forma menos grave, e o número de pessoas que vão morrer após ter tomado a segunda dose é inexpressivo em comparação ao número de vacinados que ficarão livres da doença

Jorge Roriz