Jorge Roriz – Jornalismo de Excelência

Anvisa recomenda dose de reforço da Coronavac para idosos e imunossuprimidos

Nesta quarta-feira (18), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou, uma dose de reforço da vacina Coronavac para pacientes imunossuprimidos e idosos, especialmente, acima de 80 anos. A decisão da terceira dose ficará a critério do Ministério da Saúde.

“A decisão de recomendar uma dose de reforço é complexa. Reforço a necessidade de continuar a gerar dados e o monitoramento de vacinados. Também pondero que a variante Delta está circulando no Brasil, e uma dose extra pode ajudar a prevenir casos graves em idosos”, afirmou a diretora da Anvisa, Meiruze Sousa Freitas.

Nos EUA, o presidente Joe Biden, afirmou que a terceira dose será aplicada para pessoas de todas as idades, independente da marca da vacina recebida pelas duas doses. A decisão é criticada pela OMS, porque apenas dez países aplicaram 75% das vacinas no mundo e os países pobres não aplicaram nem a primeira dose.  Pesquisas confirmam que após alguns meses ( seis a oitos meses)  a proteção das vacinas diminui, principalmente em pessoas idosas, acima de 80.

De acordo com a Anvisa, o Instituto Butantan ainda não solicitou a análise da terceira dose, entretanto, a agência antecipou-se na recomendação.

Até o momento, a Anvisa já aprovou três pedidos formais para realização de estudos clínicos considerando a administração de doses extras das vacinas:

O primeiro é um estudo da Pfizer/BioNTech que investiga os efeitos, a segurança e o benefício de uma dose de reforço da sua vacina, a Comirnaty.

O segundo estudo em andamento é o do laboratório AstraZeneca, que desenvolveu uma segunda versão da vacina (AZD2816) que está em uso no país, “buscando a imunização contra a variante B.1.351 do Sars-CoV-2, identificada primeiro na África do Sul”, disse a Anvisa.

O terceiro é um estudo clínico para avaliar a segurança, a eficácia e a imunogenicidade de uma terceira dose da versão original da vacina da AstraZeneca (AZD1222) em participantes do estudo inicial que já haviam recebido as duas doses do imunizante, com um intervalo de quatro semanas entre as aplicações.

JR