Jorge Roriz – Jornalismo de Excelência

As bravatas do acuado

As bravatas de Bolsonaro ameaçando usar exército para desobedecer uma decisão do STF ( que reconheceu autonomia constitucional dos estados e municípios, devem acelerar o impeachment que está sendo cozinhado na CPI.

Outra ação que agrava a situação de Bolsonaro na CPI são as declarações ofensivas contra a China.

“É um vírus novo, ninguém sabe se nasceu em laboratório ou nasceu porque um ser humano ingeriu um animal inadequado. Mas está aí, os militares sabem que é guerra química, bacteriológica e radiológica. Será que não estamos enfrentando uma nova guerra?”, afirmou.

ISSO DIFICULTA NOSSAS RELAÇÕES COM A CHINA O QUE PODE OCORRER RETALIAÇÕES NO NÃO ENVIO DE INSUMO ESSENCIAIS PARA A FABRICAÇÃO DAS VACINAS.

O presidente também disse: “qual o país que mais cresceu seu PIB? Não vou dizer para vocês”, em uma referência ao crescimento de 2,3% do Produto Interno Bruto chinês em 2020. O avanço, no entanto, foi o mais fraco do país em mais de 40 anos

Acuado, Bolsonaro se apega ao exército e a ameaças antidemocráticas. O Exército vai decidir se apoia a lei, a democracia e a Constituição ou se apoia um presidente que dá sinais de debilidade mental e que deseja entrar em uma aventura suicida de golpe.

“Nas ruas, já se começa a pedir, por parte do governo, que ele baixe um decreto e, se eu baixar um decreto, vai ser cumprido. Não será contestado por nenhum tribunal, porque ele será cumprido. E o que constaria no corpo desse decreto? Constariam os incisos do artigo 5º da nossa Constituição. O Congresso ao qual eu integrei, tenho certeza que estará ao nosso lado. O povo ao qual nós, Executivo e parlamentares, devemos lealdade absoluta, obviamente, estará ao nosso lado. Quem poderá contestar o artigo 5º da Constituição? O que está em jogo e alguns ainda ousam por decretos subalternos nos oprimir. O que nós queremos do artigo 5º de mais importante? Queremos a liberdade de curso. Queremos a liberdade para poder trabalhar. Queremos o nosso direito de ir e vir. Ninguém pode contestar isso. E se esse decreto eu baixar, repito, será cumprido juntamente com o nosso parlamento, juntamente com todo o poder de força que nós temos em cada um dos nossos 23 ministros”, apontou.