Bolsa de Valores brasileira é a que mais subiu no mundo em 2018

“A Bolsa de Valores brasileira superou o desempenho de mercados importantes. Por ser um termômetro da economia, esse resultado reforça que o País está no rumo certo. Vencemos a crise, voltamos a crescer e tudo isso comprova: ordem é progresso” Michel Temer.

A Bolsa de Valores brasileira é a que mais subiu no mundo em 2018, superando o desempenho da bolsa de Nova York, Londres e Frankfurt. O resultado é graças a volta do crescimento, da queda de juros e da inflação

 

Com a volta do crescimento e a queda dos juros e da inflação, a Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa) apresenta uma curva de crescimento sem precedentes. Além de alcançar altas recordes, o desempenho do mercado brasileiro superou o das principais praças do planeta. Isso significa que há mais gente apostando nas empresas nacionais e no futuro do País.

Levantamento feito pelo portal Governo do Brasil mostra que entre 15 indicadores importantes no mercado financeiro global, o Ibovespa foi o que mais avançou no primeiro trimestre de 2018. Enquanto a bolsa do País registrou alta de 8,65% no primeiro trimestre do ano, a segunda colocada, a Argentina, apresentou alta de 3,87%.

Os números revelam ainda que o Brasil segue na contramão de bolsas em países desenvolvidos, como Londres, Hong Kong e Nova York, praças que amargam perdas nesses primeiros três meses do ano. Para especialistas, a condução da economia levou a esse cenário positivo no Brasil.

Poder de compra das famílias

O economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, avalia que a queda dos juros, a recuperação do poder de compra das famílias e a retomada da economia foram importantes nesse processo de alta da bolsa brasileira. Ele explicou que a queda da taxa básica da economia (Selic), por exemplo, tira o incentivo para a aplicação em títulos públicos e leva os investidores para o mercado de ações. Ele também avalia que está se formando um ciclo positivo no Brasil. ”É um conjunto de políticas econômicas que vem dando certo até aqui”, resume Agostini.

Empresas fortes

Para o economista-chefe da Futura Corretora, Pedro Silveira, os resultados apresentados pelas companhias, com lucros maiores, também geram um otimismo entre os investidores. “Se pegar os fundamentos das empresas, esses estão muito bem”, afirma. A expectativa dos analistas, diante desse “ciclo do bem”, é de que a economia continue a avançar positivamente, beneficiando as famílias e gerando investimentos, emprego e renda.

Segundo o economista Bruno Fernandes, da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a previsão é que o quadro econômico brasileiro melhore ainda mais nos próximos meses. Dados da CNC mostram que a confiança de empresários segue em alta, o que pode se refletir em aumento de investimentos, mais contratações e um reforço para esse ciclo positivo no qual o País entrou e que tem puxado a bolsa de valores para cima. “O processo de recuperação, mesmo lento, do emprego e da renda tende a impulsionar ainda mais a confiança dos empresários”, avalia Fernandes.

E eu com isso?

Um mercado de capitais fortes, com muitas empresas com ações e muitos investidores, é importante para o crescimento econômico. Uma bolsa de valores com números expressivos significa que as empresas têm acesso a financiamento mais barato e, com isso, podem fazer investimentos mais facilmente, aumentar a força de trabalho e gerar emprego e riqueza para o País.