Bolsonaro diz que pode baixar decreto liberando todos para trabalhar

Eu estou com vontade, não sei se eu vou fazer, de baixar um decreto amanhã: toda e qualquer profissão legalmente existente ou aquela que é voltada para a informalidade, se for necessária para levar o sustento para os seus filhos, para levar leite para seus filhos, para levar arroz e feijão para casa, vai poder trabalhar”, afirmou.

“Alguns querem que eu me cale. ‘Ah, siga os protocolos, quantas vezes o médico não segue o protocolo? Por que que ele não segue? Porque tem que tomar decisão naquele momento. Eu mesmo, quando fui operado em Juiz de Fora, se fosse seguir todos os protocolos, fazer todos os exames, morrido”, disse o presidente ao voltar ao Alvorada após fazer um giro pelo comércio do Distrito Federal.

Ele justificou sua ida a pontos de comércio local, como em Taguatinga e Ceilândia, cidades satélites da capital federal, como uma forma de “ouvir o povo” sobre os problemas do Brasil.

“Se eu não ouvir o cara falar que está na banana, como é que eu vou me sentir para poder agir?”, disse.

Para sustentar seu argumento de que o isolamento é prejudicial, Bolsonaro citou, sem apontar números, um aumento da violência doméstica.

“É só mostrar isso, tem mulher apanhando em casa. Por que isso? Em casa que falta pão todos brigam e ninguém tem razão. Como que acaba com isso? O cara quer trabalhar, meu Deus do céu, é crime agora isso?”

Ele falou ainda em “casos absurdos” como a detenção de pessoas que estavam passeando pela praia. Segundo o presidente, trata-se de um local “seguro” por ser aberto.