Bolsonaro precisa ser afastado imediatamente

Se o presidente for impichado antes de dezembro,  teremos um pau mandado do Bolsonarismo, dentro do STF. Seria desvio de finalidade se ter  no STF um ministro que tome decisões inconstitucionais.  Embora as decisões  no STF não sejam monocráticas,  Bolsonaro terá direito a indicar mais três ministros nos anos seguintes.(21 e 22).

As indicações dependem da aprovação do Senado, mas com o toma lá dá cá de Bolsonaro com o Centrão,, ele pode ter votos para aprovar sua indicação. Já imaginaram um sujeito com a mentalidade semelhante a Weintraub, ou Ricardo Sales, no STF?  Seria um desvio de  finalidade aprovar alguém que entre no STF para destruí-lo. Assim como é por exemplo o presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo,  que é contra os negros e nega que exista racismo no Brasil.

Os  diversos crimes comuns e de responsabilidade já cometidos pelo presidente  no atual mandato,  são mais do que suficientes  para o impeachment. Além disso, o descaso com  a Saúde, aumenta consideravelmente o número de mortes de covid 19.

Em editorial, o jornal Estado de S. Paulo chama a atenção dos senadores para a responsabilidade na escolha do sucessor de Celso de Mello no fim do ano. É preciso evitar, diz o jornal, que um pau mandado do bolsonarismo seja enviado para a corte suprema. Segue um trecho do texto que reflete a posição do jornal que é o porta voz da elite de direita no país:

(…) Em decorrência da instabilidade institucional do Brasil, pois desde sua ascensão ao poder o presidente Jair Bolsonaro passou a criticar sistematicamente o STF e a afirmar que a vontade do povo está acima das instituições democráticas representativas, o modo de escolha dos ministros da mais alta Corte voltou a ser objeto de acirradas discussões. Entre outros motivos porque, dentro de meses, Bolsonaro indicará o sucessor do ministro Celso de Mello, que se aposentará compulsoriamente.

E o maior receio é que, em vez de respeitar os requisitos fixados pela Constituição para a escolha, como reputação ilibada e notável saber jurídico, ele indique alguém que jamais se destacou na vida jurídica e que, ao vestir a toga, passe a agir no STF como mero auxiliar para a consecução dos objetivos obscurantistas do chefe do Executivo. Pelos nomes já aventados pelo Planalto, o temor procede, pois nenhum tem notável saber jurídico. Podem até ser ministros de Estado, mas, em matéria de saber jurídico, são o que Ruy Barbosa chamava de “nulidades”. 

Por isso, se quiser de fato defender a democracia, o Senado precisa deixar claro desde já como agirá quando Bolsonaro formalizar a indicação do sucessor de Celso de Mello. Deve afirmar que seus membros exercerão a prerrogativa de sabatiná-lo com rigor e que não hesitarão em rejeitá-lo caso não atenda aos requisitos constitucionais.

Se assim não procederem, os senadores não poderão reclamar mais à frente, quando ficar claro que o nome indicado por Bolsonaro para o STF passar a agir como uma espécie de cavalo de Troia, valendo-se do cargo para servir ao seu padrinho como auxiliar na destruição do Estado de Direito.