Bolsonaro vai conversar com representantes dos caminhoneiros para acabar com a paralisação

Depois de uma madrugada de paralisações em rodovias feitas por caminhoneiros em apoio ao governo, o presidente Jair Bolsonaro vai se reunir ainda na manhã desta quinta-feira com representantes da categoria.

“Eu tenho uma hora na manhã… já tenho o tempo tomado com o pessoal dos Brics, uma hora, mas estou mais cedo também. Nesses dois intervalos vou conversar com os caminhoneiros para a gente tomar uma decisão”, disse o presidente na frente do Palácio da Alvorada a apoiadores.

O encontro foi confirmado à Reuters pela assessoria do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, que está com o presidente no Palácio do Planalto. A conversa deve acontecer por videoconferência.

Na quarta-feira, após manifestações em estradas de vários Estados, Bolsonaro enviou áudio à categoria pedindo que os bloqueios fossem suspensos porque isso afetaria a economia, especialmente as camadas mais pobres da população.

“Fala para os caminhoneiros aí, são nossos aliados, mas esses bloqueios aí atrapalham a nossa economia, isso provoca desabastecimento, inflação. Prejudica todo mundo especialmente os mais pobres. Então dá um toque aí nos caras se for possível para liberar, tá ok, para a gente seguir a normalidade”, disse Bolsonaro em áudio.

Com o surgimento de dúvidas se o áudio era mesmo de Bolsonaro, o ministro da Infraestrutura gravou um vídeo para garantir que era sim um pedido do presidente e reiterando as consequências da paralisação.

Ainda assim, nas redes bolsonaristas o pedido ainda é posto em dúvida, tanto por pessoas que insistem em se tratar de um áudio falso, quando por outros que alegam a impossibilidade de um presidente apoiar explicitamente uma greve.

Um dos líderes do movimento, Zé Trovão, gravou um vídeo distribuído nas suas redes sociais duvidando da veracidade do áudio e cobrando que Bolsonaro gravasse um vídeo garantindo que é o próprio presidente pedindo o fim dos bloqueios.

Na manhã desta quinta, de acordo com o Ministério da Infraestrutura, havia paralisações em 15 Estados. Não haveria, de acordo com a assessoria do ministério, bloqueios em rodovias federais

Os protestos dos caminhoneiros, aliados do governo, começaram com mais força um dia depois das manifestações do 7 de Setembro. Em Brasília, o ato, patrocinado pelo presidente, foi marcado por presença significativa de caminhões na Esplanada dos Ministérios. Cerca de 40 ainda permanecem na Esplanada e recusam-se a sair, apesar das negociações com a Polícia Militar local. Durante a noite houve momentos de tensão, com o grupo fazendo buzinaços na madrugada.

Para além das pautas colocadas pelo próprio presidente- impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e defesa do voto impresso – os caminhoneiros colocaram também as suas, centradas na queda do preço dos combustíveis.

Optimized with PageSpeed Ninja