Jorge Roriz – Jornalismo de Excelência

Café com mesa bagunçada é jogada de marketing – A campanha já acabou

Se tem uma coisa que eu não gosto na vida é de mentira. Querer me fazer de bobo é uma ofensa a minha inteligência.
E ISSO ELES TENTAM FAZER..
ATÉ QUANDO COME PÃO E CAFÉ ( BEM SIMPLES E POBRE) OU VAI AO CAIXA ELETRÔNICO, SOB OS HOLOFOTES DA MÍDIA
É PURA JOGADA DE MARKETING (COLLOR FAZIA COISAS SEMELHANTES)

Nunca vi Lula ou FHC ou Dilma em caixa eletrônico de bancos.
Mas justamente o Bolsonaro que está recuperando a saúde e precisa de descanso, mobiliza a imprensa, a polícia federal o Exército, para fazer um saque em caixa eletrônico.
Saque que poderia ser feito via cheque por um assessor.

“No entanto algumas coisas acabam soando artificiais. Você, sendo um candidato à Presidência, não mostraria uma foto sua comendo pão numa mesa bagunçada ou colocaria uma prancha para apoiar os microfones das emissoras de TV”, diz, em referência à entrevista coletiva na casa do presidente eleito.

O cientista político Juliano Domingues, pesquisador de mídia e política, também percebe na estética Bolsonaro uma maneira de se afirmar como político antissistema. “Isso inclui negar o tratamento estético e a linguagem típicos da comunicação política mainstream para transparecer como um político verdadeiro e autêntico, um cidadão comum”, avalia.

Para Starling, o presidente que mais se assemelha a Bolsonaro nesse aspecto é Jânio Quadros. “Jânio também se esforçava para parecer um homem comum, também investia num visual propositalmente desleixado. Usava termos puídos, gravatas tortas, passava talco na roupa para parecer caspa, tirava um pão de dentro do terno, fingia desmaiar nos comícios”, enumera ela.

“É uma estética pensada para atingir uma classe média que ascendeu no governo Lula e agora tem receio de cair novamente. Então Bolsonaro se apresenta como uma pessoa de hábitos simples, alguém do meio popular que chegou longe na política. Esse apelo foi muito bem construído, é muito sofisticado”, diz a historiadora Heloisa Starling, professora de história da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

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