Campanha é Campanha, governo é governo – Bolsonaro precisa aprender

Dez conselhos de ex-assessores de comunicação para o Presidente Bolsonaro.

Publicado pela Folha de São Paulo:

1 – Campanha é campanha, governo é governo (e vice-versa); a comunicação de um momento não serve para o outro

2 – Cuidado com as entrevistas improvisadas, os chamados “quebra-queixos”; cercado por repórteres, é quando o presidente está mais propenso a cometer deslizes

3 – Recuos e bateção de cabeça são normais num governo; o que não pode ocorrer é a confusão prosperar por horas e se transformar numa crise

4 – A proximidade do assessor de comunicação com o presidente é fundamental; é preciso ter liberdade para entrar na sala dele sem ser anunciado

5 – Também é essencial conhecer a cabeça do presidente e saber de a A a Z o que ele pensa sobre tudo

6 – Redes sociais são indispensáveis, mas não se pode cair no erro de ignorar a mídia tradicional, que segue influenciando a agenda política

7 – Presidentes são seres indomáveis, que fazem o que querem, saem do script e ignoram discursos preparados; é preciso estar pronto para mudar todo o planejamento e o discurso oficial de uma hora para a outra

8 – Ministro só deve falar sobre sua área de atuação; invadir a competência alheia gera ciumeira e ruído

9 – Porta-voz não serve apenas para portar a voz, mas também para antecipar problemas e uniformizar o discurso do governo; e para apanhar em nome do presidente e servir de bode expiatório, caso seja necessário

10 – Não deixe o presidente agir com o fígado contra a imprensa; romper relações com algum órgão ou jornalista, só em último caso

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