Cantor Geraldo Azevedo mentiu ao chamar Mourão de torturador

Nesta terça-feira, 23 candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, acusou  o candidato a vice- presidência na chapa de  de Jair Bolsonaro (PSL), de ter cometido torturas durante a ditadura militar.

 

A acusação foi baseada em declarações do cantor  Geraldo Azevedo num show na Bahia no último fim de semana.

O cantot  pernambucano afirmou  no palco que foi preso duas vezes durante a regime ditatorial, e que Mourão “era um dos torturadores”.

“Bolsonaro nunca teve nenhuma importância no Exército. Mas o Mourão foi, ele próprio, torturador. O Geraldo Azevedo falou isso. Ver um ditador como eminência parda de uma  figura como Bolsonaro deveria causar temor em todos os brasileiros minimamente comprometido com Estado Democrático de Direito”, disse Haddad em sabatina promovida pelos jornais O Globo e Valor Econômico e pela revista Época.

O músico pernambucano teria feito as declarações durante um show em Jacobina, na Bahia, no sábado, 20. “Olha, é uma coisa indignante, cara. Eu fui preso duas vezes na ditadura, fui torturado, você não sabe o que é tortura, não. Esse Mourão era um dos torturadores lá”, afirmou Azevedo. De acordo com sua biografia, Geraldo Azevedo foi preso em 1969 ( na época Mourão tinha 16 anos) com a esposa durante a ditadura militar, sendo torturado por 41 dias. Mourão ingressou no Exército em 1972, na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) onde, em 12 de dezembro de 1975, foi declarado aspirante-a-oficial da Arma de Artilharia. É filho do general de divisão Antonio Hamilton Mourão e Wanda Coronel Martins Mourão (ambos amazonenses). Ingressou no Exército em fevereiro de 1972.

Mourão ingressou no exército depois do fato.

Mourão reagiu, disse que irá processar o cantor e explicou que em 1969, ano em que o artista esteve preso pela primeira vez, ele tinha apenas 16 anos e ainda não fazia parte do Exército […]  o militar ingressou na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) no  ano de 1972 e se formou em 1975.

“É uma coisa tão mentirosa … Eu era aluno do Colégio Militar em Porto Alegre e tinha 16 anos” disse o general.

Após a notícia se espalhar na mídia, o artista se desculpou pelo transtorno causado e pelo equívoco, informou o Estadão