Jorge Roriz – Jornalismo de Excelência

Capitã cloroquina processa Omar Aziz

A ação movida pela secretária cita trechos de entrevista e falas de Aziz na CPI nas quais o senador afirma que Pinheiro “levou à morte irmãos, irmãs do meu Amazonas”. As declarações do senador foram dadas em referência à atuação da secretária durante a crise do oxigênio em Manaus. Uma ação movida pelo Ministério Público local mostra que a secretária e uma comitiva de médicos percorreram as unidades de saúde da cidade para divulgar o chamado “tratamento precoce”, cuja ineficácia contra Covid-19 é comprovada.

“Acusar, dolosa e falsamente, uma médica exemplar com atuação fervorosa na área de saúde, de provocar a morte de pessoas significa levar às últimas dimensões o dano à personalidade (honra) pela suprema agressão à dignidade da pessoa humana”, diz a ação.

O documento diz que as acusações levaram Mayra Pinheiro a “melancolia extrema” e “levou às lágrimas familiares próximos”. A ação argumenta que a médica não tratou de nenhum paciente e Manaus e atribui as mortes ao descaso  das autoridades locais e a falta de condições atrelada, segundo ela, ao desvio de dinheiro público. O processo cita ainda resolução editada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) que liberou a prescrição de cloroquina por médicos de todo país, sob argumento de direito à autonomia médica.