Jorge Roriz – Jornalismo de Excelência

Chacina em Jacarezinho – Sobe para 28 o número de mortes – Governador e Polícia defende operação

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, JAIR BOLSONARO,  ESTÁ EM SILENCIO E O VICE- PRESIDENTE , HAMILTON MOURÃO, DISSE: ” É TUDO BANDIDO”.  Como se todos os moradores de favelas fossem bandidos, como se o fato de serem bandidos, a execução poderia ser feita quando não existe pena de morte no Brasil.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro confirmou nesta sexta-feira mais três mortes em decorrência da operação deflagrada na favela do Jacarezinho, na zona norte da capital fluminense, na véspera, elevando para 28 o total de óbitos na ação mais letal já deflagrada pelas forças de segurança na cidade.

Tem famílias procurando pessoas desaparecidas no dia da Chacina. O número pode ser maior.

Governador Bolsonarista ele defendeu as ações da polícia que matou inocentes ( nem todos que morreram eram criminosos e até mesmo os criminosos, deveriam ter sidos presos e não executados.

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PSC), divulgou um vídeo nesta sexta-feira (7) comentando a operação no Jacarezinho, Zona Norte do Rio, que deixou 28 mortos – entre eles um policial civil.

Castro defendeu o trabalho da polícia, disse que a reação dos bandidos foi “brutal” e afirmou que “o governo do estado é o maior interessado em apurar as circunstâncias dos fatos”.

A ação foi “pautada e orientada por um longo e detalhado trabalho de inteligência e investigação, que demorou dez meses para ser concluído”, disse Claudio Castro.

“É preciso deixar claro que a operação de ontem realizada pela Polícia Civil foi o fiel cumprimento de dezenas de mandados de prisão. Foram 10 meses de trabalho de investigação que revelaram a rotina de terror e humilhação que o tráfico impôs aos moradores. Crianças eram aliciadas e cooptadas para o crime. Famílias inteiras eram expulsas de suas casas e mortas”, disse.

CHEFE DA POLÍCIA CIVIL DEFENDE AÇÃO QUE MATOU INOCENTES

“A inteligência confirmou todos os mortos como traficantes. Eles atiravam para guardar posição, para matar. Tinham ordem para confrontar”, afirmou o chefe da Polícia Civil, Alan Turnowski, a jornalistas.H

“A Polícia Civil não entra em comunidade nenhuma e em qualquer lugar para praticar execução. A Polícia Civil entra para cumprir mandados de prisão, deferidos pela Justiça, dentro da legalidade, baseado em investigação policial, em inquérito policial”, disse o diretor-geral do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, Roberto Cardoso.

“Se alguém fala de execução nessa operação, a execução é no momento em que o colega toma esse tiro e vem a falecer”, afirmou o subsecretário de Polícia Civil, Rodrigo Oliveira.

Na quinta, o subsecretário de Polícia Civil do Rio, Rodrigo Oliveira, criticou o que chamou de ativismo judicial: “Há de se discutir o que se entende por excepcionalidade. A gente está tratando de algo que talvez seja até superior à questão da excepcionalidade. Alguns podem considerar aquilo ali até mesmo uma aberração. De um tempo para cá, por força de algumas decisões, de algum ativismo judicial, que se vê hoje muito latente na discussão social, a gente foi de alguma forma impedido ou minimamente dificultada a atuação da polícia em algumas localidades. O sangue desse policial que faleceu em prol da sociedade, de alguma forma está na mão dessas pessoas, ou dessas entidades ou do que quer que seja.”