"Cidadão não, ele é engenheiro", afirmou, Nívea Del Mastro

"Cidadão não, ele é engenheiro", afirmou, Nívea Del Mastro

Nívea Del Mastro,  engenheira química, com especialização em administração de empresas, 39,  foi flagrada ofendendo uma equipe de fiscalização da Vigilância Sanitária do Rio de Janeiro durante uma inspeção contra aglomeração em bares da cidade. Ela foi demitida nesta segunda pela empresa de energia Taesa.

Ao ser abordada, a mulher, que estava ao lado do companheiro, tentou humilhar o vigilante sanitário.

No momento da confusão, o vigilante sanitário,  Flávio Graça,  tenta explicar ao casal (Nívea e seu companheiro) que existiam diversas irregularidades no espaço e que os frequentadores não poderiam ficar aglomerados para evitar uma contaminação em massa. Pelo decreto da Prefeitura, cada mesa com as cadeiras deve ficar com pelo menos dois metros de distância umas das outras. Ao informar a determinação, o cliente, alterado, disse:

— Cadê a sua trena? Eu quero saber como você mediu as pessoas.

O vigilante sanitário, Flávio Graça,  ao  chamar o homem de cidadão, recebeu a seguinte resposta de Nivea Del Mastro:

“Cidadão, não. Engenheiro civil formado e melhor que você.” ( EXISTE ENGENHEIRO NÃO FORMADO?)  (CHAMAR ALGUÉM DE CIDADÃO É UM OFENSA? ELE SENDO ENGENHEIRO, DEIXA DE SER CIDADÃO? )

O vídeo foi exibido em uma reportagem do ‘Fantástico’ no último domingo.

O vigilante sanitário,  Flávio Graça , é mestre e doutor pela Universidade Federal Rural do Rio (UFRRJ) em ciências e medicina veterinária, lamentou a atitude do casal. “Começaram a falar palavrões, todos muito agressivos. Aquelas agressões não me atingiram, porque ali estou representando o estado para proteger a vida deles”, informou ao jornal.

 

Leia a nota da empresa Taesa.

A Taesa é uma companhia comprometida com a segurança e a saúde não apenas de seus empregados, mas também com o bem-estar de toda a sociedade. Desde o início da pandemia da Covid-19, a Taesa implementou inúmeras iniciativas para proteger a saúde de seus profissionais e seus familiares, como o home-office para 100% do seu quadro administrativo, e a adoção de diversas outras medidas de proteção para as equipes que operam em campo.

A companhia não compactua com qualquer comportamento que coloque em risco a saúde de outras pessoas ou com atitudes que desrespeitem o trabalho e a dignidade de profissionais que atuam na prevenção e no controle da pandemia.

A Taesa tomou conhecimento do envolvimento de uma de suas empregadas em um caso de desrespeito às leis que visam reduzir o risco de contágio pelo novo coronavírus e compartilha a indignação da sociedade em relação a este lamentável episódio, sobretudo em um momento no qual o número de casos da doença segue em alta no Brasil e no mundo.

A Taesa ressalta que segue respeitando o isolamento e as mais rigorosas regras de prevenção ao coronavírus e que a empregada em questão desrespeitou a política vigente na empresa. Diante dos fatos expostos, a Taesa decidiu por sua imediata demissão.