O cinismo dos golpistas



Rodrigo Constantino

A desfaçatez de quem nada aprendeu nesse período todo chega a espantar. Dilma realmente se vê como uma perseguida, vítima de um golpe. Esqueça mensalão e petrolão, fraudes fiscais escandalosas, tentativa de obstruir a Justiça na Operação Lava Jato, nomeando Lula para ministro, o aval do STF no processo, composto basicamente por ministros indicados pelo próprio PT. Os fatos não podem contra a narrativa. E nessa o PT mira no público-alvo de sempre: uma ala da elite culpada que sonha com o socialismo até hoje, estudantes seduzidos por doutrinadores, artistas engajados e sindicalistas. Uma cambada de idiotas úteis explorados pelos oportunistas demagogos, encantada com o discurso de representante dos pobres contra a elite insensível. Ou cúmplices da quadrilha, claro.

Petistas são incapazes de pedir desculpas, de reconhecer erros, de admitir a realidade. Culpam sempre bodes expiatórios por suas trapalhadas. São incapazes de um debate civilizado. Precisam demonizar o adversário, quando não partem diretamente para a intimidação, ou usam seus “movimentos sociais” para tocar o terror nas ruas. Eles dizem defender a democracia, mas apoiam os piores ditadores da história, e flertam abertamente com o modelo venezuelano. Alguns senadores de oposição foram duros com Dilma e seu partido, mas em geral fazem concessões indevidas, respeitando o passado de Dilma (o de guerrilheira comunista?), recusando-se a apontar claramente quem é o golpista nessa história toda.

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