Cloroquina - Subprocurador geral envia representação para o TCU contra Bolsonaro

Cloroquina - Subprocurador geral envia representação para o TCU contra Bolsonaro

O subprocurador-geral Lucas Furtado encaminhou representação ao ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas das União (TCU), pedindo eventual “reparação dos cofres públicos” caso as despesas com o tratamento contra a covid-19 de Jair Bolsonaro, “mediante uso da cloroquina e/ou da hidroxicloroquina”, estejam sendo custeadas com recursos públicos. Ele solicita ainda que Bolsonaro “deixe de propagandear o uso, pelos brasileiros”, desses medicamentos, uma vez que a eficácia deles no combate à doença não foi comprovada pela ciência.

“Não há outro caminho a ser seguido, nesta pandemia, que não o apontado pela ciência e pela OMS. Qualquer atalho oblíquo que se tome, não amparado no conhecimento científico, representa uma opção pelo obscurantismo e pelas suas funestas consequências. A ciência é racional, isenta, imparcial, impessoal e apolítica.

Seu único e nobre interesse é o bem e o progresso da humanidade. E justamente assim, com as mesmas características e com os mesmo nobre propósito, tem sido a atuação da gloriosa Organização Mundial da Saúde

A crua verdade é que a massa de brasileiros, em grande parte ignara e sem instrução, não tem meios nem condições de decidir pelos adequados caminhos a trilhar nesta horrível crise pandêmica. Essa importante e crucial tarefa cabe às
autoridades científicas e à OMS, bem como aos políticos e aos gestores públicos que se alinhem às diretrizes por elas estabelecidas. Dessarte, é de se deduzir que somente políticos e gestores públicos mal-intencionados ou irresponsáveis agem de forma a contrariar o norte apontado pela comunidade científica e pela OMS nesta pandemia.

Faço ver, ainda, que, se a cloroquina e a hidroxicloroquina não têm eficácia cientificamente comprovada no tratamento da Covid-19, então é de se concluir ou, ao menos, é de se suspeitar, que o indevido estímulo ao uso desses fármacos, pelo
governo federal e, em especial, pelo Presidente da República, só pode ser explicado pelos nefastos interesses comerciais envolvidos na questão, ou seja, pelos sórdidos lucros que o uso daqueles medicamentos tem proporcionado à indústria farmacêutica”

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