Jorge Roriz – Jornalismo de Excelência

Comando do Exército divulga nota informando que Pazuello não será punido

O comando do Exército informou nesta quinta-feira (3) que decidiu não punir o general e ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello pela participação em um evento político com o presidente Jair Bolsonaro no Rio de Janeiro, no último dia 23.

Segundo a corporação, “não restou caracterizada a prática de transgressão disciplinar” por parte de Pazuello. Com a decisão do comandante Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, o processo disciplinar foi arquivado.

O Regulamento Disciplinar do Exército e o Estatuto das Forças Armadas proíbem a participação de militares da ativa em manifestações políticas. No ato que gerou o procedimento disciplinar, Pazuello chegou a subir em um carro de som com Bolsonaro e fazer um breve discurso.

 

A punição para Pazuello poderia ir de advertência a prisão. Nos bastidores, Bolsonaro defendeu que o ex-ministro não fosse punido. Além de militar da reserva, o presidente é o comandante em chefe das Forças Armadas – por isso, superior hierárquico ao comandante do Exército.

“A partidarização das Forças Armadas ameaça a democracia e abre espaço para a anarquia nos quarteis. A grave situação do país exige das instituições respostas firmes para impedir retrocessos e quebra da ordem institucional.

General Felipe Cruz

“Tratei largamente do assunto em “O É da Coisa”; abordo a questão na minha coluna na Folha e estou escrevendo agora para o UOL. Exército se degrada. Abre as portas para a desordem, que já está em curso. É essa a honra do Partido Miliar?”
Reinaldo Azevedo

 

“O exército afinou . Bolsonaro acabou com a hierarquia. Colocou o exército no bolso. Entre a hierarquia e as mordomias, os militares ficaram com as mordomias …. E com Bolsonaro” ( Carlos Sardenberg

Exército estimula adesão de tropas a sonhos autoritários de Bolsonaro. Sem punição a Pazuello, militares deixam de ser instituição de Estado para servir ao presidente. (Folha)

 

Não fazemos juramento a um rei ou rainha, a um tirano ou a um ditador. Não fazemos juramento a um indivíduo. Não fazemos juramento a um país, a uma tribo ou religião. Fazemos um juramento à Constituição”. Mark Milley, Com. do Estado Maior das FAs Americanas.