Conselho de secretários de Saúde - 'Governo deve adquirir diversas vacinas'

ATÉ O MOMENTO, BOLSONARO SOMENTE ASSINOU UM COMPROMISSO DE COMPRA COM A VACINA DE OXFORD/ ASTRAZENICA E TEM PARTICIPAÇÃO  NO CONSORSIO DA OMS FACILIT.

COMO NÃO HAVERÁ VACINAS SUFICIENTES PARA TODOS, AO ASSINAR O CONTRATO COM DIVERSAS VACINAS, AUMENTAREMOS A OFERTA DE VACINAS PARA IMUNIZAR OS BRASILEIROS,

 

O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) divulgaram neste sábado, 5, uma nota em que defendem que o Plano Nacional de Imunizações (PNI) incorpore todas as vacinas com eficácia e segurança reconhecidas contra a covid-19. No texto, as entidades exigem que as decisões sobre a imunização “não sejam pautadas por questões alheias aos interesses do País”.

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“A falta da coordenação nacional, a eventual adoção de diferentes cronogramas e grupos prioritários para a vacinação nos diversos Estados são preocupantes, pois gerariam iniquidade entre os cidadãos das unidades da federação, além de dificultar as ações nacionais de comunicação e a organização da farmacovigilância, que será fundamental com uma nova vacina”, destaca a carta.

A nota divulgada pelo conselho também destaca a “necessidade de se alcançar a imunização de toda a população brasileira, com a máxima brevidade”. Não há previsão, contudo, de vacinar toda a população brasileira no ano que vem, de acordo com a apresentação feita pelo ministério.

A maioria dos imunizantes desenvolvidos têm duas doses e, além disso, o Brasil tem uma população de 212,3 milhões de pessoas. Ou seja, seria necessário um número cerca de três vezes maior do que está garantido pelo ministério.

“O recrudescimento da pandemia da covid-19, no mundo e no Brasil, aponta para um cenário de insuficiência de doses para a vacinação de todas as populações, fazendo com que restrições ao número de fornecedores causem atrasos no acesso à vacina para grupos prioritários de risco”, diz a nota conjunto.

“É urgente que os processos de avaliação para o uso emergencial de vacinas contra a Covid-19, a logística de aquisição de insumos, o sistema de informações, a definição das estratégias de monitoramento e avaliação da campanha e, principalmente, a aquisição das vacinas estejam sob a coordenação do Ministério da Saúde, responsável pelo PNI, como medida para garantir a equidade entre os entes subnacionais”, prossegue.