Covid 19 - A ciência ainda não sabe se uma pessoa curada pode voltar a se infectar

Um estudo feito pelo Laboratório de Virologia Molecular (LVM)da univesidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com resultados de testes de 648 pessoas e 1.536 amostras, concluiu que uma pessoa contaminada pelo vírus que tenha desaparecido os sintomas, não está imune e pode continuar a infectar outras pessoas e voltar a se contaminar.
Isso quebra a tese inicialmente divulgada pelo ex- ministro Mandetta e depois defendida pelo presidente Bolsonaro de que se 70% do povo se contaminar, a pandemia acaba porque os curados não poderão contaminar outras pessoas que não pegaram o vírus.

40% das pessoas continuam positivas em testes moleculares (RT-PCR) após 15 dias do aparecimento dos sintomas, o que leva a sugerir que, potencialmente, continuam contagiosas, mesmo que os sinais da doença tenham desaparecido. O dado preocupa porque 14 dias é o prazo de quarentena para pessoas com sintomas de Covid-19. E há ainda outras que voltam a dar positivo após um resultado de exame molecular para o vírus negativo.
O chamado passaporte imunológico, que garantiria, com a imunidade ao coronavírus, o fim seguro ao distanciamento social, continua a habitar o mundo da ficção científica
A Ciencia ainda não sabe se a pessoa curada pode ou não pegar o vírus outras vez e se existe imunidade apos a cura, por quanto tempo essa imunidade permanece.
Ainda é impossível determinar prazos sobre o surgimento e a manutenção da imunidade de um indivíduo. Até o momento, há somente suposições.

Pelo número de pessoas testadas, essa pesquisa da UFRJ é uma das mais importantes do mundo sobre o assunto.