COVID-19: Estudo da OMS aponta 'evidências conclusivas' de ineficácia da hidroxicloroquina

A Organização Mundial de Saúde (OMS) apresentou, nessa quinta-feira (15), o que chamou de “evidências conclusivas” da ineficácia da hidroxicloroquina e de mais três antivirais no combate à COVID-19: remdesivir, hidroxicloroquina, lopinavir/ritonavir (combinação) e interferon beta-1a.

A análise consta na pré-publicação O “Solidarity Therapeutics Trial”, liderado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 405 hospitais, de mais de 30 países. A pesquisa aguarda a aprovação de revistas científicas e revisão por outros especialistas.

O estudo contou com a participação de 11.266 pessoas. Desse total, 2.750 tomaram remdesivir; 954 tomaram hidroxicloroquina; 1.411 tomaram lopinavir; 651, interferon e lopinavir; 1.412 tomaram apenas interferon; e 4.088 fizeram parte do grupo controle, que não foi medicado.

Mil duzentos e cinquenta e três pacientes morreram. A conclusão dos cientistas foi de que os medicamentos não foram capazes de reduzir a mortalidade pelo novo coronavírus, tampouco diminuíram o tempo de internação ou de recuperação dos doentes que sobreviveram.

O ensaio clínico é do tipo randomizado, considerado padrão ouro na medicina baseada em evidências. Segundo a OMS, ainda que o estudo precise passar pelo crivo de outros especialistas, as provas produzidas sobre os fármacos em questão são “conclusivas”.

“O progresso alcançado pelo ‘Solidarity Therapeutics Trial’ mostra que grandes ensaios internacionais são possíveis mesmo durante uma pandemia, e oferecem a promessa de responder questões críticas de saúde pública relativas ao tratamento de forma rápida e confiável”, diz o texto publicado pela organização.