Jorge Roriz – Jornalismo de Excelência

Covid – 19- Mundo teve 14,9 milhões de mortes

Um estudo publicado nesta quinta= feira (05/05) pela Organização Mundial da Saúde, informa que as mortes provocadas pela Covid- 19 de forma direta ou indireta, chega a 14,9 milhões, durante o período de 1º de janeiro de 2020 e 31 de dezembro do ano passado.

Os cálculos oficiais para o período são de cerca de 5,4 milhões de vítimas. No Brasil, esse excesso ficou em 681.267 perdas, cerca de 60 mil a mais do que o balanço de óbitos do governo.

“Inclui mortes associadas à covid-19 direta (por causa da doença) ou indiretamente (por causa do impacto da pandemia nos sistemas de saúde e na sociedade). As mortes ligadas indiretamente à covid-19 são atribuíveis a outras condições de saúde para as quais as pessoas não tiveram acesso à prevenção e tratamento porque os sistemas de saúde foram sobrecarregados pela pandemia”, explica a OMS.

“Calcular o excesso de mortalidade é um componente essencial para entender o impacto da pandemia. As mudanças nas tendências de mortalidade fornecem informações aos tomadores de decisão para orientar as políticas para reduzir a mortalidade e prevenir efetivamente futuras crises. Devido aos investimentos limitados em sistemas de dados em muitos países, a verdadeira extensão do excesso de mortalidade geralmente permanece oculta”, comentou Samira Asma, diretora-geral assistente de dados e análises da OMS.

Isso se aplica, por exemplo, a pacientes de câncer ou de AVC que ficaram sem um acompanhamento adequado ou atendimento rápido. A organização global também destacou a redução de mortes por acidente de carro ou de trabalho no período que muitos estiveram em isolamento social.

Conforme Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, os números globais são preocupantes e mostram o impacto do novo coronavírus. “Esses dados apontam para a necessidade de todos os países investirem em sistemas de saúde mais resilientes que possam sustentar serviços essenciais de saúde durante crises, incluindo sistemas de informação de saúde mais fortes”, disse.

Durante o período do estudo, as mortes ocorreram mais entre pessoas do gênero masculino (57%) e foi maior na população idosa – grupo de maior risco para a covid. Os óbitos se concentraram no Sudeste Asiático, Europa e Américas (84%), com cerca de 68% das mortes ocorridas em apenas dez países. o Brasil foi o segundo a registrar mais perdas, com 663,8 mil vítimas.