Jorge Roriz – Jornalismo de Excelência

CPI da Covid – Renan Calheiros: “chegamos ao câncer da corrupção”

O relator da CPI da Covid no Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou neste sábado (26) que o colegiado começou pelo vírus, em alusão ao novo coronavírus, e chegou “ao câncer da corrupção”.

“CPI se sabe como começa, não como termina. Esta começou investigando o vírus e acabou chegando ao câncer, ao câncer da corrupção”, afirmou o senador.

Renan disse neste sábado que ainda não há consenso para a prorrogação da CPI. Os trabalhos valem por 90 dias e devem terminar no dia 7 de agosto. Se prorrogada, irá até novembro.

“Ainda não [há entendimento pela prorrogação], mas o governo continua obstruindo, intimidando testemunhas, mentindo através de seus depoentes e dificultando o acesso aos documentos –25 dias depois da aprovação do acesso, o MS [Ministério da Saúde] continua a impedir. Agora, com o acesso à corrupção, o grande esquema de corrupção, esta prorrogação se justifica”, afirmou.

O depoimento do deputado Luis Miranda (DEM-DF) na CPI da Covid vai levar o vice-presidente da comissão, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), a apresentar na próxima segunda-feira, 28, uma representação contra o presidente Jair Bolsonaro na Procuradoria-Geral da República (PGR). O parlamentar acusa o chefe do Planalto de cometer crime de prevaricação ao não ter determinado a apuração de um suposto esquema de corrupção envolvendo a compra da vacina indiana Covaxin.

O nome de Barros foi citado pelo colega Luis Miranda (DEM-DF). Segundo ele, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) atribuiu ao líder do governo envolvimento na aquisição da vacina indiana.

“A senhora [senadora Simone Tebet (MDB-MS)] também sabe que foi o Ricardo Barros que o presidente falou. Eu não me sinto pressionado para falar, eu queria falar desde o primeiro momento, mas é porque vocês não sabem o que vou passar”, disse Miranda, após ser questionado diversas vezes sobre qual parlamentar teria sido citado pelo mandatário.