Jorge Roriz – Jornalismo de Excelência

Dallagnol já tem Cármen Lúcia no papo

De Reinaldo Azevedo:

Em entrevista ao Estadão, afirmou Dallagnol:
Com a entrada da ministra Cármen Lúcia (na 2ª Turma do STF), a nossa expectativa, a nossa leitura, é que esse placar seja invertido a favor da Lava Jato”. Para ele, “a partir de 2017, em 2018 particularmente, existiram uma série de decisões da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal que objetivamente significam retrocessos para o trabalho da investigação”.

Por que ele fala de “placar”? Porque Gilmar Mendes, Ricardo Lewadowski e Dias Toffoli nem sempre votaram de acordo com o furor punitivista do Ministério Público Federal, que, como se nota já pelas palavras de Dallagnol, está menos preocupado com a investigação de crimes e com o cumprimento da lei do que em defender seus próprios interesses. Dada a sua fala, notem que fica parecendo que a função dos ministros do Supremo é votar a favor da Lava Jato ou contra ela, pouco importando a fundamentação jurídica.

A esperança de Dallagnol é que Cármen, Fachin e Celso de Mello façam, então, a maioria “a favor da Lava Jato”, pouco importando se essa maioria estará ou não de acordo com a lei.  ( Reinaldo Azevedo)

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