A decisão do STF que revoltou os leigos

Seis dos nove ministros do STF  participantes do julgamento – divergiu do entendimento de Marco Aurélio e não viu risco de Renan, que se tornou réu,  ocupar a presidência da  República já que não há expectativa de que tanto Michel Temer quanto Rodrigo Maia (DEM-RJ) se ausentem do país até o fim do mandato de Renan ( dia 19/12) como presidente do Senado.

E como existe uma crise muito grande e existem votações para ocorrer, a saída de Renan só prejudicaria o país.

Considerando que o STF não decidiu se réu pode ocupar a linha sucessória ( o ministro Dias Toffoli pediu vistas) não existe no momento uma lei que impeça de Renan sendo réu, ocupe a presidência da Câmara.

Após o recesso, o Senado reabre em fevereiro com uma nova eleição para a presidência da Casa.

O consenso foi de que um réu não pode substituir o presidente da República, mas não há impedimento para que um réu cumpra suas funções como presidente da Câmara, do Senado ou do STF.

Se ele não pudesse ser presidente do Senado, também não poderia ser senador. E o que estava em discussão não foi o cargo de Senador e sim o perigo dele fazer parte da linha sucessória do presidente, embora de forma temporária.