Jorge Roriz – Jornalismo de Excelência

Deltan é punido com censura

Após o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes liberar a retomada do julgamento, o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) puniu nesta terça-feira (8) com a pena de censura o procurador Deltan Dallagnol, ex-coordenador da Operação Lava Jato no Paraná.

Foram 9 votos a 1. Votaram pela punição os conselheiros Otavio Luiz Rodrigues Jr, Oswaldo D’Albuquerque, Sandra Krieger, Fernanda Marinela, Luciano Nunes Maia, Marcelo Weitzel, Sebastião Caixeta, Luiz Fernando Bandeira de Mello Filho e Rinaldo Reis.

Deltan usou as Redes Sociais para interferir no resultado das eleições para o Senado. A representação contra Deltan foi feita pelo senador Renan Calheiros.

Punição é a segunda mais branda e pode fazer com que ex-chefe da Lava Jato em Curitiba fique sem promoção durante um ano.

“O membro do Ministério Público Federal sentiu-se no direito de interferir no processo eleitoral do Senado da República. Não eram meras declarações de apreço ou desapreço de um candidato, o que já abriria margem para discussões sobre limites constitucionais das mensagens. Ele foi além, incentivou uma campanha contra o sistema de votação da mesa diretora da Câmara Alta do parlamento sob o argumento de que agir contrariamente equivaleria a fomentar a corrupção no País”, registrou Rodrigues Júnior.

“Não é função de procurador que tem poder de polícia fazer conjectura política e insuflar a massa contra um político eleito. Isso cabe para partidos, jornalistas, analistas, cidadãos na planície.”