Cobertura atualizada – EUA X Irã

Soleimani era o chefe da força Quds de elite da Guarda Revolucionária Islâmica. Ele foi morto em um ataque militar americano ordenado pelo presidente Trump. Sua morte foi vista como uma grande escalada entre os Estados Unidos e o Irã.

O deputado Adam Schiff, democrata da Califórnia, disse que o mundo está melhor sem Soleimani, mas que Trump atacou sem autorização do Congresso.

O representante Ilhan Omar acusou o presidente Trump de tentar criar uma “distração” matando o general Qassem Soleimani na tentativa de iniciar uma guerra com o Irã .

“E se Trump quiser guerra, sabe que isso leva à guerra e precisa de distração? “Disse o democrata de Minnesota no Twitter na quinta-feira. “A verdadeira questão é: aqueles que têm autoridade no Congresso intervirão para detê-lo? Eu sei que vou.

O ministro do Exterior do Irã, Mohammad Javad Zarif, classificou a morte de Soleimani como ato de terrorismo internacional. Ele ainda afirmou que os Estados Unidos serão responsáveis por todas as consequências deste ato.

Lembrando que Rússia, China e Coréia do Norte são aliados do Irã.
Terceira Guerra Mundial, não haverá, mas, o
Irã poderá responder atacando bases isoladas dos EUA no Oriente Médio e o terrorismo no mundo vai aumentar
Com certeza os iranianos vão se vingar dos EUA.

BAGDÁ – O Pentágono confirmou nesta quinta-feira, 02, que um soldado da força aérea americana matou o general iraniano Qasem Soleimani, responsável pelos assuntos iraquianos na Guarda Revolucionária do Irã. Ele foi morto em um bombardeiro no aeroporto de Bagdá, conforme anunciou ontem a televisão pública iraquiana. Ele era um dos militares mais poderosos do grupo, considerado terrorista pelos Estados Unidos e Israel.

“Esta ação teve como objetivo impedir futuros planos de ataque iranianos”, afirmou o Pentágono em comunicado. “Por ordem do presidente, os militares dos Estados Unidos tomaram medidas defensivas decisivas para proteger os americanos que estão no exterior, matando Qasem Soleimani”, conclui.

Outros detalhes sobre a operação ainda não foram informados. Após a nota americana, a Guarda Revolucionária do Irã foi a público confirmar a morte de Soleimani. O anúncio foi feito em uma rede de televisão estatal.

Logo após o comunicado, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump postou em seu perfil oficial no Twitter, uma imagem da bandeira norte americana, sem nenhum texto.

Minutos após o post de Trump, Mohsen Rezaei, um ex-comandante da Guarda Revolucionária do Irã prometeu vingar o ataque. “O General Qassem Soleimani, nosso mártir, se juntou aos seus outros irmãos mártires. Mas nós ainda iremos ter uma vingança vigorosa contra a América”. Atualmente, Rezaei ocupa o cargo de secretário em um importante órgão do país.

O ataque matou ainda outras cinco pessoas. Fontes das Forças de Mobilização Popular, uma coalizão de paramilitares identificados com o Irã, agora integrados ao Estado iraquiano, informaram à televisão estatal iraquiana que no ataque também morreu Abu Mehdi Al-Muhandis, número 2 da milícia. O chefe de relações públicas do grupo, Mohammed Ridha Jabri, também foi morto. Informações preliminares apontavam para um bombardeio localizado sobre dois veículos

O bombardeio ocorre em meio a uma elevação na tensão entre Irã e EUA. No início da semana, a embaixada americana em Bagdá foi alvo de milícias iraquianas pró-Irã, que chegaram a invadir parte do complexo e colocar fogo na recepção. O grupo recuou na quarta-feira, diante das ameaças do presidente americano, Donald Trump, de atacar o Irã, depois de a multidão atear fogo e quebrar câmeras de vigilância. O grupo violou o perímetro externo da embaixada, sem entrar no complexo principal. Eles acabaram se juntando milhares de outros manifestantes – muitos deles membros de grupos de combate tecnicamente vigiados pelo Exército iraquiano, entoando o slogan “Morte à América”.

Autoridades dos EUA afirmaram na sexta-feira passada que mais de 30 foguetes foram lançados contra uma base militar iraquiana perto de Kirkuk, ao norte do Iraque, matando um empreiteiro a serviço dos EUA e ferindo quatro americanos e dois soldados iraquianos.

Os EUA acusaram a milícia Kataib Hezbollah, financiada pelo Irã, de perpetrar o ataque. Um porta-voz da milícia negou envolvimento do grupo. Trump responsabilizou o Irã pelo ataque, e no Twitter disse que “o Irã matou um empreiteiro americano e feriu muitos”. Depois das primeiras ameaças, Trump afirmou que não queria guerra com Irã.

O Exército americano lançou ataques aéreos contra a milícia durante o fim de semana, matando 25 membros do grupo, no que o secretário de Estado Mike Pompeo qualificou como “uma resposta decisiva”. Ele disse que os EUA “não vão tolerar que a República Islâmica do Irã perpetre ações que colocam homens e mulheres americanos em risco”.

EUA e Irã estão em rota de colisão há anos – por causa da influência iraniana no Iraque, o programa nuclear do país e outros assuntos – e as tensões se intensificaram durante o governo de Donald Trump, que se retirou do acordo nuclear firmado em 2015 e impôs sanções devastadoras contra Teerã.

Mas os ataques aéreos ocorrem num momento particularmente explosivo no Iraque, onde a ira contra a intromissão estrangeira já era intensa. O principal clérigo xiita do país, o Grande Aiatolá al-Husseini al-Sistani, advertiu que o Iraque não deve se tornar “um campo para acertos de contas internacionais”, e o primeiro ministro Adel Abdul-Mahdi qualificou os ataques aéreos de violação da soberania iraquiana.

Muitos dos manifestantes que invadiram a área da embaixada são membros do Kataib Hezbollah e outras milícias apoiadas pelo Irã. Embora o Irã tenha uma forte influência no Iraque, ele também tem sido alvo da ira popular e por vezes da violência por parte dos manifestantes iraquianos. / AFP e NYT

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