Entrevista de Lula na GGN

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu entrevista ao Jornal GGN, veiculada na noite deste sábado (28)

“Quero sair daqui com 100% da minha inocência. Não dia assim, ‘ah, vamos tirar o coitadinho, porque ele está velho’. Não estou velho. (…) ‘Ah, vamos colocar uma tornozeleira nele’, não sou pombo.Coloquem neles a tornozeleira”, disse Lula. O ex-presidente Lula concedeu entrevista exclusiva ao Jornal GGN, que deve ser exibida neste sábado (28).

“Estou muito tranquilo, estou ciente do papel que estou cumprindo aqui, estou ciente da safadeza e da canalhice que fizeram comigo. Estou ciente do meu processo e eu desafio todo santo dia o Ministério Público e o Poder Judiciário a provarem um real ilícito ou uma conduta ilícita na minha vida. Se provarem eu fecho a minha boca”, acrescentou o ex-presidente.

Lula também falou o problema da desigualdade social, que foi ignorado por Jair Bolsonaro em seu discurso na Assembleia das Nações Unidas. “Desigualdade não é vista no governo como uma questão política, uma questão prioritária”, inicia Lula.

“O pobre é um número estatístico que você utiliza de vez em quando”, diz ele. Lula conta que, ao ser eleito, levou os ministros para conhecer o Brasil real, aquele para o qual tinham sido eleitos, e não Brasília. Ele considera que o esquecimento dos pobres faz parte da cultura brasileira.

“Eu orientei os meus advogados de que eu não vou pedir progressão. Eu acho que pode pedir progressão quem é culpado e está condenado. Eu não sou culpado. Eu quero é minha inocência. Se alguém deveria pedir perdão é o tal do [Sergio] Moro e do [Deltan] Dallagnol”, disse Lula.

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