Exército continua o cerco no RJ contra bandidos: 18 presos

Policiais militares do Batalhão de Choque e do Batalhão de Ações com Cães continuam hoje (25) as buscas por criminosos, armas e drogas na favela da Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro, onde operações policiais ocorrem desde a segunda-feira da semana passada (18).

Militares das forças armadas mantêm o cerco ao entorno da comunidade, com patrulhamento de vias como a Autoestrada Lagoa-Barra, que liga a zona sul do Rio de Janeiro à Barra da Tijuca.

Desde 22 de setembro, foram apreendidos 22 fuzis, duas pistolas, oito granadas, explosivos caseiros e mais de duas mil munições e carregadores. A operação conjunta das polícias civil e militar com as Forças Armadas já prendeu 16 suspeitos e apreendeu dois adolescentes. Dois traficantes morreram em confronto com os policiais, segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública.

A violência se acirrou na comunidade quando grupos rivais de criminosos iniciaram um conflito armado pelo controle do território, há nove dias. A polícia chegou à comunidade um dia depois que a disputa teve início.

Escolas fechadas

Desde segunda-feira da semana passada, as escolas e creches da Rocinha funcionaram apenas na quarta-feira (20), prejudicando o calendário escolar de milhares de alunos. Hoje, as unidades de ensino não abriram pela quinta vez, deixando mais de 3,3 mil alunos sem aula. Escolas particulares também decidiram não abrir nesta segunda-feira. Entre elas estão o Colégio Teresiano e a Escola Parque, ambas na Gávea, bairro vizinho à Rocinha.

‘Comércio está sufocado’, dizem lojistas

O Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro e o Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro divulgaram uma nota em repúdio “ao estado de descalabro por que passa a segurança do Rio”.

Segundo as associações, o comércio é uma das atividades produtivas mais prejudicadas pela violência e “está sufocado”.

“Isso tem nos obrigado a investir vultuosas somas que, somente nos primeiros seis meses do ano, consumiram um bilhão de reais em dispositivos de segurança, que representam uma grande parcela no nosso faturamento, dinheiro que poderia ser investido na ampliação dos estabelecimentos comerciais, gerando emprego e renda”, diz a nota, que pede o fim das medidas paliativas. ( Agência Brasil)

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