Jorge Roriz – Jornalismo de Excelência

Fabio Wajngarten, confirmou pagamento de influenciadores na divulgação de tratamento precoce

Em depoimento na CPI da Covid nesta quarta-feira (12), o ex-secretário de Comunicação do governo Bolsonaro, Fabio Wajngarten, confirmou que a Secom pagou influenciadores digitais para divulgarem o chamado “tratamento precoce” contra a covid-19.

O relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), o questionou sobre uma reportagem da Agência Pública que informou que a Secretaria de Comunicação gastou R$ 23 mil reais com os influenciadores Flavia Viana, que recebeu R$ 11.500, João Zoli, R$ 6 mil, Jéssika Taynara, R$ 3 mil, e Pam Puertas, que ganhou R$ 2.500.

A informação foi confirmada por Wajngarten: “Se não me engano, o total dos cachês dos influenciadores deu R$ 23 mil. E por que naquele momento a agência sugeriu que usasse os influenciadores? Porque eles têm muitos seguidores e isso daria mais credibilidade”, justificou.

 

Ele admitiu que uma carta da Pfizer ao presidente Jair Bolsonaro sobre vacinas ficou sem resposta por dois meses. O ex-secretário negou que a Secom tenha feito campanha contra medidas de isolamento ou a favor de medicamentos sem eficácia contra a Covid-19. Senadores apresentaram vídeos e peças publicitárias que, segundo eles, contradizem sua a fala. O relator Renan Calheiros (MDB-AL) e outros senadores pediram a prisão de Wajngarten, que foi negada pelo presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM).