Fracassa nova tentativa de greve de caminhoneiros

A greve foi liderada por Marconi França, que chegou a pedir ajuda da CUT para a mobilização. Porém a decisão causou irritação em parte da categoria, que viu politização do movimento, e o motorista chegou a dizer que abriria mão da ajuda para não perder apoio dos mais próximos ao governo Bolsonaro e que seu movimento não tinha razões políticas.
Pessoas que foram aos pontos de parada relataram nos grupos ter encontrado menos de quatro caminhoneiros em alguns casos.

A mobilização também sofria oposição de líderes mais antigos, em especial dos responsáveis pela grande paralisação de 2018. Hoje mais próximos da mesa de negociação com o governo, esses caminhoneiros vinham disparando vídeos pedindo que a categoria não aderisse.

Fonte Folha

A “greve” de 2018 foi um lockout patrocinado por donos de transportadoras que apoiavam Bolsonaro. Bebianno discursou em piquetes, Jair prometeu anistiá-los. Com autorização do STF.
O EXÉRCITO E A PM FORAM OMISSOS EM 2018 E NÃO DESBLOQUEARAM E NÃO PRENDERAM QUEM BLOQUEAVA ESTRADAS.

A GREVE AINDA PODE OCORRER:

Mas a possibilidade de nova greve de caminhoneiros não está descartada. Duas medidas poderão determinar se haverá greve ou não em breve.
A primeira será conhecida amanhã. Trata-se da publicação, no Diário Oficial da União, da resolução que determina o cumprimento das regras de emissão da CIOT pelas transportadoras.

CIOT é a sigla de Código Identificador da Operação de Transporte. O documento serve para regulamentar o pagamento do valor do frete ao caminhoneiro. “A empresa que contratar frete abaixo da tabela ficará sujeita a multa de até R$ 5 mil”, afirma Wallace Costa Landim, o Chorão, conhecido por ter sido um dos líderes da greve de 2018.