General Mourão defende ideia chavista: Nova Constituinte sem Congresso

Reinaldo Azevedo

Em palestra a empresários do Paraná, Mourão criticou a Constituição que temos. Também critico. Atribuiu a ela algumas das dificuldades enfrentadas pelo país. Também atribuo, embora eu não saiba se as restrições do general da reserva coincidem com as minhas. Disse o vice de Bolsonaro sobre a Carta em vigor:
“Tudo virou matéria constitucional. A partir dela, surgiram inúmeras despesas. A conta está chegando, está caindo no nosso colo. Chegou o momento em que temos que tomar uma decisão a respeito”.

O general defendeu uma nova Constituinte. E, para estupefação de quem entende as regras do jogo democrático, acha que ela pode ser feita, ora vejam!, sem o Congresso. “Essa é a minha visão, a minha opinião. Uma Constituição não precisa ser feita por eleitos pelo povo.” Ele deixou claro que não é uma proposta de Bolsonaro… Bem, nessa hora, a gente tem de lembrar que, mesmo na reserva, o general é ele; o outro é apenas capitão…

Para o militar, a nova Carta seria feita por uma comissão de notáveis e depois submetida a plebiscito — provavelmente, ele quis dizer “referendo”. É a segunda proposta chavista que sai da dupla. Há algum tempo, Bolsonaro chegou a afirmar que, se eleito, pretendia mudar o Supremo: em vez de 11, seriam 21 membros. Ele próprio, nesse caso, indicaria 10… Depois recuou.
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