GRAMPOS REVELAM ‘VASTO’ ACERVO CONTRA INVESTIGADOS, DIZ JUIZ DA CARNE FRACA

SE  NO MOMENTO ATUAL NOSSA CARNE É FRACA PARA CONSUMO E EXPORTAÇÃO A CULPA NÃO É DA POLÍCIA FEDERAL. É DAS EMPRESAS QUE FIZERAM CRIMES CONTRA A SAÚDE DA POPULAÇÃO, É DOS FISCAIS DO GOVERNO QUE SE CORROMPERAM. OS PREJUÍZOS FINANCEIROS CAUSADOS AO PAÍS SÃO CONSEQUÊNCIAS. A PF NÃO PODERIA SER OMISSA. A POPULAÇÃO E OS PAÍSES IMPORTADORES TÊM O DIREITO DE SABER A VERDADE. NÃO ADIANTA CRITICAR A PF.  EXISTEM PROVAS ROBUSTAS QUE ESTÃO COM A PF E QUE AINDA NÃO FORAM REVELADAS. O ESQUEMA FUNCIONAVA COM O AVAL DE GRANDES EMPRESAS E SÃO MUITAS

BRASIL ESTÁ PODRE COMO CARNE EM DECOMPOSIÇÃO; FALTA VERGONHA, ÉTICA, AMOR AO PRÓXIMO E JUSTIÇA. A CULPA É A DA DESTRUIÇÃO DA EDUCAÇÃO E DOS 13 ANOS DE LULUDILMOPETISMO. E SUA BASE CORRUPTA

NO BRASIL A CULPA DO CRIME É DA POLÍCIA OU DA VÍTIMA. PREJUÍZOS NÃO É CULPA DA PF. É DAS GRANDES EMPRESAS CORRUPTAS E FISCAIS DO GOVERNO QUE LIBERAVAM A VENDA E ATÉ EXPORTAÇÃO DE CARNE PODRE. ESTEJA OU NÃO COM PRODUTOS QUÍMICOS. ACIMA DO PERMITIDO PREJUDICA SIM A SAÚDE DO CONSUMIDOR. AS EMPRESAS ENVOLVIDAS SÃO DEZENAS. AS MAIORES.
OS PREJUÍZOS FINANCEIROS PARA A ECONOMIA DO PAÍS É UMA DAS CONSEQUÊNCIAS. NÃO É CULPA DA POLÍCIA FEDERAL. (EMBORA EU RECONHEÇA QUE OCORREU DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÕES INCORRETAS, NÃO CIENTÍFICAS OU TÉCNICAS)
PROVAS ROBUSTAS INCLUSIVE ÁUDIOS, AINDA NÃO FORAM REVELADAS. JORGE RORIZ

O juiz federal Marcos Josegrei da Silva, da Operação Carne Fraca, afirmou em despacho que é vasto o “acervo de elementos indiciários” obtidos pela Polícia Federal contra os alvos, ao longo de um ano de investigações que monitoravam as conversas telefônicas. “Há uma constelação de crimes que vêm sendo, portanto, praticados há muito tempo, pelos investigados.”

A Operação Carne Fraca mira corrupção na Superintendência Federal de Agricultura no Estado do Paraná (SFA/PR) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. No rol de empresas investigadas pela Polícia Federal estão a JBS, dona da Seara e da Big Frango, a BRF, controladora da Sadia e da Perdigão, e os frigoríficos Larissa, Peccin e Souza Ramos. Os alvos são suspeitos por adulteração ou alteração de substância ou produtos alimentícios, peculato, concussão, corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa, falsificação, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

“Os áudios captados com autorização judicial ao longo de um ano sinalizam para a existência de conluio entre diversas empresas e indústrias voltadas à produção, transporte, armazenamento, etc. de produtos de origem animal e outros cuja incumbência de fiscalizar é do Ministério da Agricultura e servidores públicos do órgão fiscalizatório do MAPA (agentes e fiscais)”, escreveu Josegrei, em despacho de 8 de março, em que decretou nova quebra de sigilo telefônico dos investigados.

“Estes (agentes públicos), em troca de vantagens patrimoniais e pagamentos periódicos, estariam, ao que indicaram os diálogos, permitindo a comercialização de produtos impróprios para consumo e a não-observância deliberada de procedimentos de segurança para armazenamento e estocagem desses produtos. Isso afeta não somente a moralidade e eficiência administrativas, mas, também e principalmente, a saúde da população”, escreve o juiz, com base nas investigações da PF

Na lista de irregularidades identificadas pela PF estão o pagamento de propinas a fiscais federais agropecuários e agentes de inspeção em razão da comercialização de certificados sanitários e aproveitamento de carne estragada para produção de gêneros alimentícios. Os pagamentos indevidos teriam o objetivo de atender aos interesses de empresas fiscalizadas para evitar a efetiva e adequada fiscalização das atividades, segundo a investigação.

“O acervo de elementos indiciários obtidos ao longo desse período de monitoramento é vasto.” ( Diário do Poder)

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